— Eu também não sei. Ela me ligou antes, dizendo que a 'tia' dela tinha ido embora e pediu para eu ir lá fazer companhia para ela se distrair. Eu pensei: se a tia dela se foi, ela deve estar muito triste. Então, fui a uma floricultura, comprei uma coroa de flores e um buquê de crisântemos e levei para ela. Mas ela ficou furiosa e me expulsou. Disse que eu sou doente da cabeça e que sente nojo de mim. — Disse Bento, com cara de inocente.
Helena ficou sem palavras.
Amanda, ao ouvir aquilo, levantou a mão como se quisesse bater nele.
Mas parou no ar e a abaixou.
— Você... como você pode ser tão burro! O que tem nessa sua cabeça? O que você estava pensando! — Amanda sentia-se indignada.
Ela também era mulher, como ele poderia não entender o que significava a visita da tal "tia"?
Helena, por outro lado, sorriu.
— Mãe, não fique brava. O irmão é realmente adorável, ele é puro demais e não entendeu o que ela quis dizer.
Bento continuou:
— Eu não entendo. O Samuel disse uma vez que crisântemos são dados aos mortos. Por isso comprei crisântemos e encomendei uma coroa de flores. Antigamente, na nossa vila, quando alguém morria, todos compravam coroas de flores. O que há de errado nisso?
Helena deu um tapinha no ombro de Bento.
— Irmão, de fato você errou. Quando ela disse que a 'tia' foi embora, referia-se ao ciclo menstrual da garota. Você enviou uma coroa de flores, como ela poderia ficar feliz?
— Ah, é? Eu nunca tinha ouvido falar disso... — Bento coçou a cabeça.
Só agora ele entendia onde tinha errado.
— Façamos o seguinte, irmão: mande uma mensagem no WhatsApp para a Alice e explique a situação. Acredito que ela vai te perdoar. — Sugeriu Helena.
— Certo! — Disse Bento, pegando o celular para enviar a mensagem.
Escreveu um monte de pedidos de desculpas, mas a mensagem não foi enviada!
— Minha irmã, a Alice me bloqueou! Parece que ela realmente quer terminar comigo! — Disse Bento, desesperado.
— Deixe-me ver.
Helena viu que na tela havia, de fato, um ícone de alerta vermelho.
Parece que Alice estava muito brava!
— Ligue para ela e explique!
— Claro que é a família Silveira. Nesta nossa grande família, há tanta gente, tanto amor, tanta harmonia. Como eu não me sentiria em casa? Caso contrário, eu não teria voltado, certo?
Adriana percebeu a ironia e ficou ainda mais furiosa.
Mira correu para acalmá-la, alisando suas costas.
Adriana se acalmou um pouco.
— Eu te chamei hoje porque tenho algo para te dizer. O noivado com aquela garota da família Gomes... cancele!
— O que você disse? — Perguntou Daniel, incrédulo.
— Eu encontrei uma nova moça para você, de uma família adequada e de prestígio, que será útil para o seu futuro. Aquela família Gomes é pequena e insignificante, não serve para ser apresentada em sociedade. Estou fazendo isso para o seu bem.
— Ha ha! — Daniel zombou. — Você acha que eu não sei o que você está tramando?
— Esse noivado foi decidido por vocês, ignorando minha oposição. Agora que eu aceitei, você quer cancelar! O que você acha que eu sou? — Disse Daniel, com voz severa.
— Esse noivado foi decidido porque seu pai ouviu as palavras de um vidente. Eu me opus desde o começo e, agora, continuo me opondo. Já discuti com seu pai e ele acha viável!

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