Lucas Domingos, apavorado, ajoelhou-se com um baque diante de Helena.
— Eu imploro... perdoe-me, eu não reconheci a sua grandeza, a sala é de vocês, eu sei que errei!
Helena suspirou: — Se sabia que terminaria assim, por que agiu daquela forma? Diretor Domingos, fazer negócios exige regras e integridade! Já que é assim, vá agora mesmo pedir desculpas à minha professora e obtenha o perdão dela!
— Sim, sim, sim. — Lucas Domingos assentiu freneticamente.
Enquanto isso, dentro da sala privada, os colegas de classe especulavam sobre o que teria acontecido com Helena.
— Droga, a Helena saiu há tanto tempo e ainda não voltou, será que está em perigo?
— É possível, aquela gente é muito violenta, não vão deixá-la escapar.
— Estou realmente preocupada com ela, nem consigo comer mais.
Todos discutiam, mas Bianca permanecia em silêncio, de cabeça baixa.
Sua puxa-saco, Aldenora Castro, disse com sarcasmo: — Quem mandou ela querer se mostrar? Nós íamos mudar para o andar de baixo, mas ela insistiu em impedir! Adora aparecer e nos deixa preocupados.
— Aldenora Castro, como você pode dizer isso? — Questionou Iracema, insatisfeita.
Helena tinha ido com Lucas Domingos por causa deles.
Aldenora Castro, em vez de agradecer, estava ali destilando veneno.
— O quê? O que eu disse não é verdade? Poderíamos estar nos divertindo, mesmo que mudássemos de sala, afinal, é tudo comida, mudar de lugar dá no mesmo; ela insistiu em nos manter aqui e saiu sozinha, acho que ela procurou por isso!
Vendo que uma briga estava prestes a começar, a Prof. Muniz interveio: — Parem de falar.
O jantar de hoje estava sendo realmente desagradável.
Helena era sua aluna e, se algo lhe acontecesse, ela também seria responsável.
Enquanto todos discutiam, Helena abriu a porta e entrou.
Os olhares de toda a turma se voltaram para ela.
Ao vê-la sã e salva, uma expressão de surpresa surgiu no rosto de todos.



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