— Helena, o que você tem a dizer sobre o caso do diretor Lobato?
Helena olhou para Elaine Lima e relatou tudo, sem omitir nada.
— Ele não entende absolutamente nada de design. E ainda queria que eu dormisse com ele.
— Foi totalmente de propósito. Ele me faltou com o respeito e não queria me deixar ir embora. É claro que eu dei uma surra nele.
— Ainda bem que fui eu quem foi hoje. Se fosse qualquer outra colega da empresa, não teria conseguido se defender. O diretor Lobato já teria arruinado a vida dela.
— A grandiosa LAX Studio não é tão miserável a ponto de depender da empresinha dele para sobreviver.
— Não faz a menor diferença termos ou não esse contrato. O mais importante é proteger os direitos e a segurança dos nossos funcionários.
— As mulheres da LAX Studio devem andar de cabeça erguida em qualquer lugar. Não podemos permitir que ninguém nos menospreze.
Clap, clap, clap!
Sienna começou a bater palmas de repente.
— Muito bem falado! Você ouviu isso, designer Elaine?
— O pessoal da LAX Studio nunca abaixa a cabeça. Quando saímos, devemos carregar o nome da empresa com orgulho, e não aceitar sermos tratadas como capachos.
— Eu anuncio oficialmente o encerramento da nossa parceria com a empresa de roupas deles.
— Quanto à quebra de contrato, acionaremos o departamento jurídico. Foram eles que agrediram nossa funcionária primeiro. A culpa é toda deles.
Helena acrescentou logo em seguida:
— Além disso, vou processar o diretor Lobato por assédio moral e sexual. Exigirei uma indenização por danos psicológicos.
Elaine Lima arregalou os olhos, incrédula.
Helena tinha espancado o homem. Ele nem sequer tinha vindo cobrar as despesas médicas, e ela ainda queria virar o jogo e cobrar danos morais?
— Perfeito, que assim seja. — disse Sienna, virando-se para Elaine Lima. — Designer Elaine, se no futuro alguém da sua equipe enfrentar clientes assim, você deve reportar à diretoria.
— Não tolero que meus funcionários passem por esse tipo de humilhação. Quero que todos vejam a LAX Studio como uma família, um lugar seguro.
Elaine Lima parecia uma galinha abatida.
Ela mal conseguiu forçar um aceno com a cabeça.
— Sim, diretora.
Do outro lado, Elaine Lima sentou-se em sua mesa, bufando de ódio.
Ela pegou uma pasta e ia jogá-la no lixo, mas um esboço caiu de dentro, chamando sua atenção.
Ela pegou o papel do chão e arregalou os olhos.
Era o croqui de uma bolsa.
O choque a paralisou!
Ela abriu a pasta e começou a comparar as folhas.
Aquele era o projeto desenhado para a empresa do diretor Lobato. Comparado ao rascunho original dela, a diferença era como o céu e a terra.
Ela ficou de queixo caído!
Diante daquele croqui, o trabalho dela parecia lixo.
Ela folheou mais um pouco e encontrou outros dois desenhos escondidos no fundo.
Eram três modelos diferentes. Dava para ver que foram feitos às pressas, mas o traço era maduro. Cada detalhe era genial!

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