Se aquelas bolsas chegassem ao mercado, seriam um sucesso absoluto de vendas!
De repente, ela se lembrou do que Helena havia dito.
O diretor Lobato não tinha gostado do design dela, então Helena fez alguns rascunhos na hora, mas o homem continuou insatisfeito.
Pelo visto, aquele diretor Lobato era mesmo um imbecil cego.
Um design brilhante daqueles, e o idiota nem conseguiu entender.
Mas... isso foi mesmo desenhado pela Helena?
O coração de Elaine Lima batia acelerado. Parecia impossível.
Nervosa, ela olhou ao redor. Todos estavam focados em seus monitores, ninguém prestava atenção nela.
Sem pensar duas vezes, ela escondeu rapidamente os três croquis que Helena havia feito.
Ao ver que ninguém notou, ela suspirou, aliviada.
Mas a dúvida continuava martelando em sua cabeça. Helena fez isso mesmo?
Como uma simples estagiária conseguia desenhar tão bem?
Sem décadas de experiência na indústria, era humanamente impossível criar um trabalho daquele nível.
Ainda mais num intervalo de tempo tão curto.
Ela fez os desenhos na frente do diretor Lobato, o que significa que levou, no máximo, algumas horas.
Criar três croquis perfeitos em poucas horas era algo assustador.
Até mesmo o design original que Elaine apresentou havia levado dois meses de pura agonia mental para ficar pronto.
Um gosto amargo inundou a boca de Elaine Lima.
As palavras de Sienna ecoaram em sua mente.
Sienna havia dito que Helena era um talento nato, que no futuro se tornaria uma designer brilhante.
Na época, ela achou que Sienna estava apenas blefando. Mas a diretora tinha mesmo olho para encontrar joias raras.
E que joia!
Com a maturidade daqueles traços, Helena não precisava esperar pelo futuro. O nível dela já humilhava os melhores designers da empresa. Incluindo Clara.
Provavelmente, a única pessoa capaz de rivalizar com aquele talento seria a temível e genial Aurora!
E ela ainda era só uma estagiária! Se já estava nesse nível, o que faria no futuro?
Elaine havia dedicado a vida inteira ao design, apenas para produzir lixo perto daquilo.
A inveja corroeu suas entranhas.
Pouco tempo depois, Mira retornou com a resposta.
— Senhora, não há nenhum registro da Srta. Gomes entrando no Oásis Atlântico hoje.
Uma sombra de dúvida passou pelo rosto de Adriana. Será que ela tinha visto errado?
A mulher no hotel era apenas alguém muito parecida com Helena?
Não, era impossível. Seus olhos não a enganariam. Aquela vadia era a Helena!
Mas a ausência de provas nas câmeras a deixou extremamente incomodada.
—
Enquanto isso, Iolanda Peregrino encontrou seu pai, Afonso Peregrino.
Ela olhou para o homem à sua frente. Parecia um completo estranho.
— Pai.
— Iolanda. Há quanto tempo. Como você está?
— Obrigada por perguntar, pai. Estou muito bem na família Silveira. A tia cuida muito bem de mim.
— Ótimo. Você deve ajudar sua tia em tudo o que puder. Não importa o que ela peça, você obedece. Entendeu?

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