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Destinos Entrelaçados: Renascida Após Ser Esquartejada romance Capítulo 787

Nos últimos dois dias, Roberta se trancou no quarto, recusando-se a comer ou beber.

Laura e Ezequiel estavam em pânico.

Roberta havia prometido resolver a dívida dos trinta milhões, mas até agora não tinha feito absolutamente nada.

Enquanto isso, a velha matriarca não parava de pressioná-los.

Eles estavam encurralados dos dois lados!

— Por que você não entra lá e vê como ela está? — Ezequiel olhou para Laura.

— Vai você! Eu não tenho coragem. Aquele olhar que ela me deu outro dia parecia que ia me devorar viva. Eu tenho medo.

— Você é a mãe dela, vai ter medo do quê? Acha que ela vai te engolir? Foi ela quem prometeu resolver isso, então ela que dê um jeito! A minha mãe não para de cobrar. Se esses trinta milhões não aparecerem, eu não vou conseguir dormir em paz nunca mais!

Enquanto os dois discutiam no corredor, a porta do quarto se abriu de supetão.

Ambos deram um pulo de susto.

Ao verem Roberta parada ali, o clima ficou denso.

— Ro...

— Não se preocupem. — Roberta os cortou, com uma voz oca. — Vou agora mesmo até a família Silveira implorar. Não vou arrastar vocês para o buraco comigo.

Sem dizer mais nada, ela virou as costas e saiu.

Ela havia escutado cada palavra da conversa deles.

Como esperado, eles não davam a mínima para ela. Só queriam saber se o problema seria resolvido para limpar a própria barra.

Parada diante dos enormes portões da família Silveira, Roberta ergueu os olhos para a mansão deslumbrante à sua frente.

Um suspiro amargo escapou de seus lábios.

Se ela tivesse nascido em uma família com esse nível de poder, talvez ninguém a tratasse como um lixo.

Logo, o mordomo apareceu.

— Sinto muito, Srta. Gomes. A senhorita Lucimar Silveira mandou avisar que não vai recebê-la. Ela só quer que você traga os trinta milhões. Fora isso, não há o que conversar.

O coração de Roberta afundou. A frieza de Lucimar Silveira era implacável.

Ela queria ver Lucimar pessoalmente para implorar por misericórdia.

Mesmo que precisasse se ajoelhar e rastejar aos pés dela, ela o faria.

Ela não tinha como conseguir trinta milhões. Além disso, seu orgulho já havia sido destruído há muito tempo.

Dignidade, neste momento, não valia um centavo para ela.

Ela nunca imaginou que daria de cara com Helena bem ali.

Sentiu sua dignidade ser esfregada no asfalto com requintes de crueldade.

— Roberta, o que você está fazendo aqui? — Helena perguntou, genuinamente confusa.

— Não é da sua conta. — Roberta sibilou, com os olhos injetados.

Ela sabia que Helena tinha conexões com Isaque Domingos, mas, na sua cabeça, Helena certamente o havia seduzido.

Como mais Isaque Domingos se interessaria por ela?

Até mesmo tudo o que Roberta um dia teve na empresa foi graças ao relacionamento de Helena.

Aquilo a corroía de inveja.

As portas principais se abriram de novo. Lucimar Silveira e Marcos saíram juntos.

O mordomo correu até eles.

— Senhorita Lucimar, eu estava indo chamá-la. A Srta. Gomes se ajoelhou aí e disse que não vai embora até que a senhora a receba.

Lucimar, de braços dados com Marcos, lançou um olhar de puro nojo para Roberta.

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