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Destinos Entrelaçados: Renascida Após Ser Esquartejada romance Capítulo 788

— Olha só, mas que showzinho animado temos aqui na porta hoje! — Lucimar debochou.

Ao vê-la, Roberta se apressou em falar, a voz embargada:

— Senhorita Lucimar, o que aconteceu no banquete foi tudo culpa minha. Eu peço perdão. Pode me bater, pode me xingar, eu aceito tudo. Só espero que isso alivie a sua raiva!

— Eu não vou te bater nem te xingar. Eu só quero que você me pague os trinta milhões pelo meu vestido, e depois suma da minha frente. Só isso. — Lucimar retrucou, com um sorriso gelado.

Roberta cravou os dentes no lábio inferior, sentindo o gosto de sangue.

— Mas... Mas eu não tenho como pagar... — As palavras saíram espremidas, cheias de humilhação.

— Hahahaha! Marcos, você ouviu isso? Ela acabou de dizer que não tem como pagar! É isso o que dá quando gente de classe baixa tenta forçar a barra. Se você não tem cacife, não tente pagar de rica por aí. Agora olha só para ela, se fazendo de coitada na minha calçada.

Marcos, sempre ansioso para agradar a nova namorada rica, entrou na zombaria:

— É verdade. Trinta milhões ainda é pouco para o estrago. Se tivéssemos exigido que você trouxesse um vestido exatamente igual, a brincadeira ia sair bem mais cara!

Roberta apertou os dedos contra as palmas das mãos, engolindo a fúria enquanto olhava para os dois.

Esse era, de longe, o momento mais sombrio da sua vida.

Ela nunca havia sido tão pisoteada.

— Mas... — Lucimar de repente olhou para Helena, mudando o tom. — Você poderia pedir ajuda para a Helena, não acha? Ouvi dizer que vocês são primas.

— Ah, lembrei de uma coisa! Da última vez, a Clara também não sujou um sapato meu? Também era da LAX Studio. Mas a Helena aqui tem os seus talentos. Ela conseguiu encontrar um par idêntico e me pagou. E olha que era uma edição de colecionador da LAX Studio! Valia muito mais do que esses trinta milhões. Eu aposto que, se você chorar para a Helena, ela consegue arranjar um vestido igualzinho.

Roberta olhou para Helena em choque.

Ela não fazia ideia de que Helena tinha tanto poder de fogo assim.

Ah... Fazia sentido. Isaque Domingos era louco por ela. Eles com certeza estavam tendo um caso nos bastidores.

Devia ser Isaque Domingos mexendo os pauzinhos por ela!

— Hahaha, parece que a Helena não dá a mínima para você também. Enfim, para de sujar a minha calçada com os seus joelhos, antes que eu mande os seguranças te jogarem no lixo. Volta para casa e dá um jeito de arranjar esse dinheiro. Nem que precise se vender, você vai me pagar cada centavo! — Lucimar disse, rindo da desgraça alheia.

Lucimar sempre foi assim: dominadora, mimada e sem um pingo de compaixão.

Roberta teve o azar de cruzar justamente o caminho dela.

— Lucimar, vamos? Não íamos fazer compras? Não perca seu tempo com essa aí. — Marcos murmurou para a namorada.

Os dois deram as costas e saíram caminhando cheios de arrogância.

Helena também não deu mais atenção a Roberta. Ela simplesmente entrou na mansão. Havia ido até lá para visitar Benjamim Silveira.

Roberta continuou ajoelhada no chão de pedra, sufocada pela humilhação. As lágrimas quentes começaram a escorrer pelo seu rosto contra a sua vontade, caindo sem parar como pérolas de um colar arrebentado.

Foi a maior humilhação que ela já sofreu na vida.

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