Mais de dez homens de terno preto cercavam Helena, prontos para atacar a qualquer momento!
— Peguem ela! Podem bater para matar! — ordenou Lucimar Silveira.
Os homens avançaram todos de uma vez, mas um brilho gélido cruzou o olhar de Helena.
Ela partiu para o combate corpo a corpo, de mãos vazias.
Seus movimentos eram extremamente ágeis, deslizando como uma sombra por entre os brutamontes.
Cada golpe era implacável e atingia pontos vitais.
Em pouco tempo, os mais de dez seguranças estavam jogados no chão, gemendo de dor.
Ao ver a cena, Lucimar entrou em pânico!
Ela já tinha ouvido Marcos comentar que Helena sabia lutar, mas achou que fosse apenas um truque ou outro de defesa pessoal.
Ela nunca imaginou que a garota derrubaria mais de dez homens sozinha.
Agora, o desespero tomava conta dela.
Quando Lucimar tentou correr para a porta, Helena avançou rapidamente e agarrou seu pescoço com força.
— Você... me solta... me solta, Helena... Aqui é a minha casa! Se você ousar encostar em mim... não vai sair viva daqui...
Com a garganta esmagada, Lucimar mal conseguia respirar.
— Presta atenção, Lucimar. Eu não queria confusão com você, foi você quem veio atrás de mim. Mesmo que eu te mate agora, eu consigo sair daqui tranquilamente. Já fiz coisas muito mais perigosas do que me livrar de um inseto como você.
Após dizer isso, Helena abriu um sorriso cruel e apertou ainda mais a mão.
Os olhos de Lucimar se arregalaram. O ar não entrava mais. Ela sentiu que ia morrer!
Queria gritar por socorro, mas a voz não saía!
*Estrondo!*
A porta foi aberta de repente. Serena Mascarenhas Silveira e Chloe estavam paradas na entrada.
Ao ver a cena, Serena ficou aterrorizada.
— Helena! Helena, por favor, solte a Lucimar! Ela é a minha única filha! Helena, eu te imploro, vamos conversar com calma, não a mate! Por favor!
Momentos antes, a governanta achou a situação estranha e decidiu contar a Serena sobre a armadilha que Lucimar havia montado para Helena.
A chegada de Serena foi providencial. Caso contrário, Lucimar realmente estaria morta.
— Eu não vou baixar a cabeça! Prefiro morrer a me render a ela!
Lucimar gritava histericamente enquanto tentava correr para fora do quarto.
Mas Helena esticou o braço, bloqueando a passagem.
— O que você quer? Sai da frente! — berrou Lucimar.
— Em respeito à sua mãe, eu vou te perdoar desta vez. Mas se você tentar a sorte de novo, garanto que não haverá uma próxima chance!
Encarando o olhar mortal de Helena, Lucimar estremeceu.
O trauma dos segundos anteriores ainda estava fresco. Helena não fazia ameaças vazias.
— O que... o que você quer? Se está esperando um pedido de desculpas, pode esquecer!
— Eu não faço questão das suas desculpas. Mas já que você armou tudo isso para me trazer aqui sem motivo aparente, o mínimo que me deve é uma explicação. Por que você fez isso?

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