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Destinos Entrelaçados: Renascida Após Ser Esquartejada romance Capítulo 862

— Você tá falando da Antonieta? Como a Antonieta faria isso com ele? Eles não tavam morando juntos?

— Pois é! O Hector vivia se gabando de que ia ser o genro do Grupo Freitas. Até pegou dinheiro emprestado comigo. Como assim foi escorraçado?

O departamento de vendas estava em polvorosa. Ninguém conseguia acreditar.

— Será que a Antonieta cansou dele? Afinal, ela é uma garota rica, agora é presidente... O Hector é pouca areia pro caminhão dela!

— Faz sentido.

No meio das fofocas acaloradas, Edileuza Lopes apareceu.

— Qual é o assunto tão interessante aí? Ninguém trabalha mais neste lugar? — Edileuza fulminou a equipe com o olhar.

Um dos funcionários tomou coragem e disse: — Supervisora Lopes, a senhora não soube? Hector Domingos foi demitido e jogado pra fora do prédio!

— Isso é verdade? — Edileuza franziu a testa, surpresa.

Quando esteve na mansão da família Freitas, ela viu muito bem como Antonieta Malta mimava o Hector.

Por que ela viraria as costas para ele de repente?

— Chega de fofoca, voltem ao trabalho! — Edileuza decidiu que ela mesma iria investigar a história.

Mas assim que se virou, deu de cara com Tereza parada na porta.

Ela disparou imediatamente: — Tereza Souza, você não foi demitida? O que tá fazendo aqui de novo? Haja falta de vergonha na cara!

— Não. Quem vai ser demitida é você, Edileuza Lopes.

— O que você quer dizer com isso? Quem você acha que é para falar assim comigo...

Antes que Edileuza pudesse terminar a frase, ela notou vários executivos de terno impecável parados atrás de Tereza.

Ela gelou.

Ela conhecia aqueles homens muito bem. Um deles era o gerente geral, seu chefe direto.

— Gerente, o que... o que está acontecendo aqui? — Edileuza perguntou, confusa.

O gerente rugiu, furioso: — Edileuza Lopes, você perdeu a cabeça?! Como tem a audácia de falar assim com a presidente?!

O filho dela ainda estava na faculdade e ia se casar em breve. Ela precisava de dinheiro mais do que nunca.

— Tereza Souza... Não, presidente! Eu errei!

Edileuza se arrastou pelo chão. — Eu sei que fiz muita coisa ruim pra senhora no passado, mas eu fui obrigada! Por favor, me perdoe! Me dê mais uma chance!

Tereza a olhou com absoluto nojo.

— Eu conheço muito bem o seu tipinho. Puxa-saco dos fortes e carrasca com os fracos. Acha mesmo que vou acreditar numa palavra sua?

— Com gente como você aqui dentro, a empresa só anda para trás. Junte suas tralhas e suma da minha frente.

O rosto de Edileuza perdeu toda a cor. Parecia morta.

Tereza desviou o olhar e varreu o resto do escritório com seus olhos gélidos.

— Que todos se concentrem no trabalho a partir de hoje.

E com essa única frase, ela deu as costas e seguiu para o próximo departamento.

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