Por outro lado, o administrador da casa entrou em contato com Eduarda, que no momento estava trancada em seu estúdio de design, mergulhada nos desenhos.
— Alô?
— Sra. Eduarda, sou o administrador da Praia Dourada. O estado do patrão não parece nada bom. Ele quer vê-la, a senhora poderia vir agora?
Ao ouvir a voz trêmula e em pânico dele, o coração de Eduarda deu um sobressalto.
— Como o vovô está agora? Já chamaram o médico?
O administrador respondeu: — Sim, mas os médicos disseram que a situação não é nada boa. É por isso que liguei com tanta urgência. O patrão disse que tem algo muito importante para contar à senhora.
Eduarda olhou para os esboços em suas mãos. O cliente havia encurtado o prazo de repente, e foi por isso que ela havia se isolado no estúdio. Mas agora a Praia Dourada da família Machado enfrentava uma crise...
Pesando os dois lados, Eduarda percebeu que uma vida estava em jogo. A única saída seria passar o trabalho para Pérola.
— Tudo bem, vou me organizar e dirijo até aí.
— Muito obrigado, estarei esperando a senhora no portão da mansão.
— Certo.
Eduarda chamou Pérola: — Pérola, o cliente precisa com urgência desse desenho. Isso é a sua especialidade, vou deixar nas suas mãos.
Pérola perguntou: — Aonde você vai, Eduarda? Tem uma reunião de discussão hoje à tarde.
— Vou para a Praia Dourada da família Machado. O avô do Cícero parece estar nas últimas, e disse que precisava me dizer algo.
Pérola estava confusa: — Mas você precisa mesmo ir? Acho melhor não, tenho um mau pressentimento.
— Eu também pensei nisso, mas se realmente houver algo que eu não consiga descobrir no final, tenho medo que isso vire um arrependimento.
Pérola disse: — Faz sentido. Quer que eu vá com você? Se acontecer alguma coisa, uma pode cuidar da outra.
Eduarda acenou negativamente com a mão: — Não se preocupe, não vai acontecer nada lá, pode ficar tranquila. Cuide bem do estúdio.
— O que você disse?! — esbravejou Roberto. — Sabe com quem está falando?!
O administrador continuou bloqueando a porta: — Sinto muito, Sr. Roberto, mas só posso permitir a sua entrada com a autorização expressa do patrão.
— Você até que é um cachorro leal — Roberto ergueu a mão e fez um gesto no ar. — Mas, infelizmente, nesta casa, só quem tem o sobrenome Machado dá as ordens. E você não é nada. Saia da frente.
No momento em que Roberto baixou a mão, a dúzia de guarda-costas ao redor avançou. Dois deles, com quase dois metros de altura, mal precisaram de esforço para imobilizar o velho administrador. Os demais se posicionaram em ambos os lados, abrindo caminho para Roberto e Weleska.
— Eduarda já chegou? — perguntou Weleska.
— Respondendo à Sra. Castilho, ela ainda não chegou, mas deve estar quase aqui. O administrador acabou de entrar em contato com ela.
— Perfeito, assim poderei preparar a mais espetacular das apresentações para ela.
Weleska sorriu com malícia, seguindo os passos de Roberto para dentro da atmosfera carregada de tensão da Praia Dourada.

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