Deise: ? ? ? ? ? ?
Será que a intenção dela era arranjar um encontro às cegas com o número um da Bio Universo?
Falando no chefe supremo da Bio Universo, ele era uma existência cercada de mistério aos olhos do público.
Externamente, a Bio Universo sempre foi representada pelo vice-presidente Adam Branco. O verdadeiro presidente, aquele que orquestrava tudo nos bastidores, não apenas nunca mostrara o rosto, como sequer tivera seu nome revelado.
Enquanto o Gerente Miguel apresentava o perfil do diretor-geral da Bio Universo, William observava silenciosamente a expressão de Deise.
Deise parecia... demonstrar uma total falta de interesse no diretor-geral da Bio Universo.
William franziu a testa.
A reunião finalmente terminou, e Deise sacou o celular imediatamente.
Durante a reunião, o aparelho vibrara várias vezes.
Era uma mensagem de WhatsApp enviada por Palmiro:
— Minha mãe chamou a gente para jantar na casa dela hoje.
— Vá direto para lá assim que acabar a reunião!
Guardando o celular, Deise mal teve tempo de sair da sala de conferências quando uma figura alta bloqueou a porta.
— Sr. Branco?
Os olhares de Deise e William se cruzaram.
Talvez fosse a aura imponente de William ou sua expressão excessivamente fria, mas ela teve a impressão de que aqueles olhos profundos a estavam fuzilando.
William tirou o próprio celular do bolso.
— Poderíamos trocar WhatsApp?
Comparado ao momento da autoapresentação, o tom de William agora soava um pouco mais suave.
Deise não pôde deixar de pensar: seria possível que William estivesse nervoso diante dela antes?
— Claro!
Deise não recusou.
Mais um contato, mais uma oportunidade. Mesmo que William fosse apenas um funcionário administrativo, ele ainda era parte da Felinda.
Além disso, adicionar um homem bonito no WhatsApp não lhe traria prejuízo algum.
Após a troca de contatos, Deise achou que William abriria passagem, mas ele permaneceu imóvel.
— O Sr. Branco precisa de mais alguma coisa?
— Você tem compromisso para hoje à noite?
— Hum?
— Eu gostaria de convidá-la para jantar.
Deise ficou surpresa.
Quando Deise chegou à casa da sogra, já havia escurecido.
Assim que entrou, viu que Luciana Amaral, Palmiro, Victória e Beatriz já estavam à mesa, começando a comer.
— Ora, Deise, você chegou!
Ao ver Deise, Luciana abriu um sorriso falso.
— Trabalhou muito, hein? Lave as mãos depressa e vá até a cozinha pegar a travessa de peixe. Palmiro disse que você adora peixe, então preparei especialmente para você.
A Família Marques inteira já estava sentada comendo, mas ela, depois de um dia exaustivo de trabalho, ainda tinha que ir à cozinha servir os outros.
Esse tipo de coisa era moeda corrente em seus quatro anos de casamento.
E, após cada refeição, era ela quem lavava a louça sozinha.
O único consolo era Palmiro elogiando-a por ser uma esposa virtuosa.
De costas para a família de Palmiro, Deise entrou na cozinha, com a chama da vingança ardendo cada vez mais forte em seus olhos.
Ela realmente adorava peixe.
Palmiro sabia disso e já havia mencionado à mãe dele mais de uma vez.
No entanto, em quatro anos de casamento, Luciana nunca havia preparado peixe para ela.
Deise estava se perguntando por que, logo agora que ela havia tirado cem milhões do cofre de Luciana, a sogra resolvera fazer seu prato favorito.
Mas, ao levantar a travessa e olhar, ela entendeu tudo num instante.

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