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Divorciei-Me e Casei com o Homem Mais Rico romance Capítulo 203

Ao ouvir a resposta, Júlia balançou a cabeça e suspirou, ostentando uma expressão de resignação diante de mais uma vítima do amor cego.

— Tenho a impressão de que ele trata a irmã ainda melhor.

Deise deu um sorriso leve, optando pelo silêncio.

O fato era que Palmiro, naturalmente, tratava Victória como uma rainha.

Victória e Beatriz eram a verdadeira família aos olhos dele.

— Esquece, vamos mudar de assunto.

Júlia acenou com a mão e disse a Deise: — Eu sou uma mulher de palavra. Fui injusta com você durante o simpósio e não deixarei que sofra essa injustiça à toa. Diga, como quer que eu a compense? Pode pedir qualquer coisa, desde que esteja ao meu alcance.

Ao observar a expressão de Júlia, Deise percebeu que ela não estava sendo apenas educada, mas sim autêntica e direta.

— Sendo assim, eu quero os camundongos transgênicos humanizados do Instituto de Pesquisa da Universidade Alvorália.

Júlia encarou Deise com espanto.

— Você não vai nem fazer cerimônia?

Deise riu.

— Por que eu faria cerimônia com você? Foi você mesma quem se ofereceu para me compensar; aceitar o seu pedido só vai deixá-la com a consciência mais tranquila. E, de toda forma, foi você quem tirou conclusões precipitadas e me atacou no simpósio, logo, essa compensação é algo que eu mereço.

A argumentação de Deise foi tão certeira que Júlia não conseguiu segurar a risada.

— Gostei da sua ousadia... Camundongos transgênicos humanizados, certo? Prepararei tudo para você assim que voltar ao instituto.

— Muito obrigada, Diretora Júlia.

Tendo dito isso, Deise bateu mais um papo com Júlia sobre alguns assuntos de farmacologia antes de se virar para ir embora.

— Sra. Paiva...

Deise estacou e olhou por cima do ombro para Júlia.

— Não é nada.

Júlia balançou a cabeça, engolindo as próprias palavras.

Se a sua memória não falhava, no parque de diversões, ontem, a filha de Victória havia chamado Palmiro de "papai".

E não apenas uma vez.

Júlia não podia considerar Deise uma amiga, no máximo uma conhecida.

Deise, como de costume, bebia o seu refrigerante sabor lichia.

— Então, agora que o seu experimento rompeu a barreira, os dias de glória daquele lixo de homem também estão com os dias contados, não é?

Era nítido o quanto Susana estava ansiosa pelo seu divórcio com Palmiro. Deise deu um leve sorriso, erguendo a garrafa de refrigerante na direção da amiga.

Os dias de glória de Palmiro realmente estavam prestes a acabar.

O dia em que o seu novo remédio contra o câncer fosse desenvolvido com sucesso seria exatamente o mesmo dia em que o Centro de Saúde Marques abriria o seu capital na bolsa.

E quando isso acontecesse, Palmiro acreditaria estar no auge absoluto da sua vida.

A garrafa de álcool colidiu com a de refrigerante em um tinir cristalino.

Bem no meio da confraternização de Deise e Susana, o celular de Deise tocou de repente.

O identificador de chamadas exibia o nome de Rafael Paiva.

Durante a chamada inteira, Deise não pronunciou uma única palavra, apenas escutou em silêncio o que Rafael dizia do outro lado da linha.

Ao desligar, Susana notou que a expressão de Deise havia escurecido de forma perturbadora.

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