— O Palmiro é realmente muito atencioso.
Deise viu Rafael colocar imediatamente no pulso a pulseira de jacarandá que Palmiro lhe dera.
Quanto ao presente que ela mesma havia trazido, seu pai sequer olhou.
Deise, de fato, já havia avisado Palmiro sobre o jantar em família daquele dia para comemorar antecipadamente o Dia dos Pais.
Originalmente, Palmiro até adiaria suas reuniões para acompanhá-la.
Porém, Victória apareceu de repente dizendo que Beatriz estava doente e, alegando não saber cuidar bem da criança sozinha, exigiu que Palmiro as levasse de carro ao hospital.
E foi por isso que Deise teve de ir sozinha.
Deise sabia muito bem que Victória fizera aquilo de propósito.
O objetivo dela era justamente fazê-la voltar à casa da família sozinha, apenas para ser humilhada pelos próprios parentes.
— Irmã, por que você e meu cunhado entregaram presentes separados? Parece que vocês estão distantes!
Sylvia comentou ao lado, fingindo inocência.
Como era de se esperar, o rosto de Rafael fechou.
Gabriela imediatamente tomou a palavra: — Não me diga que vocês dois brigaram? Deise, o Palmiro é bom demais para você. Não reclame de barriga cheia, e muito menos vá decepcionar o seu marido por causa daqueles marginais de boate.
Embora o assunto não tivesse absolutamente nada a ver com boates e homens, Gabriela fez questão de trazer isso à tona.
— Não é você quem deve me dar lição de moral.
Assim que Deise terminou de falar, Sylvia interveio com uma voz suave e delicada:
— A irmã tem muita vivência no mundo. Lá na Universidade Celestina, eu passo os dias estudando ou no laboratório de pesquisa. Até hoje nem sei como é uma boate por dentro!
— É por isso que você fica para trás, Sylvia, é inocente demais. Você deveria aprender um pouco com a sua irmã e circular mais por aí.
— Aprender o que com ela?!
Antes mesmo de Gabriela terminar, Rafael explodiu em um rugido furioso:

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