Beatriz fitava Deise apreensiva, suas mãos, que seguravam as correntes do balanço, já estavam suadas.
Em contrapartida, Deise mantinha a postura relaxada e calma.
Primeiro, tirou uma bala de leite do bolso e a ofereceu a Beatriz.
A menina balançou a cabeça com força.
— Eu não quero! Eu não como nada que venha de você. Você é malvada, tia!
— Foi sua mãe quem te disse isso?
Beatriz não assentiu, mas também não respondeu, o que serviu como uma confirmação silenciosa.
Sem pressa, Deise desembrulhou uma bala e colocou na própria boca; o cheiro doce e encorpado de leite era tão forte que chegou até Beatriz.
A menina lambeu os lábios e murmurou:
— A mamãe disse que foi você quem me impediu de ser a embaixadora, tia.
Deise encolheu os ombros, adotando uma expressão de impotência.
— Isso foi porque o exame de DNA da sua mãe não passou na triagem do sistema.
— O quê?
Beatriz ouviu, mas não entendeu muito bem.
— De forma simples, quem o sistema rejeitou não foi você, e sim a sua mãe. Então, se você não virou embaixadora, foi por causa dela. A culpa é dela, não sua.
À medida que ouvia a voz calma e inalterada de Deise, o rosto de Beatriz ganhava um choque cada vez maior.
— Eles nunca te contaram isso, mas eu acho que você não deveria ficar no escuro. Por isso vim aqui, de propósito, para te dizer a verdade.
Após falar, Deise virou as costas para ir embora.
— Tia!
Beatriz chamou, com sua vozinha infantil.
— Então não foi mesmo você que me fez mal?
Deise olhou para trás e ofereceu mais uma bala de leite à menina.

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