— Se o Sr. Fonseca acredita que Deise e eu temos um relacionamento impróprio, peço que apresente as provas. Caso contrário, isso é disseminação de falsos rumores e difamação. Eu reservo o direito de acionar meus advogados para responsabilizá-lo.
— Ou será que... o Sr. Fonseca também consegue apresentar um exame de DNA, como a Deise fez, para provar a traição?
Os questionamentos disparados por William, como uma metralhadora, deixaram Leonardo completamente sem palavras.
Ele, na verdade, não queria atacar Deise, apenas tentar reverter a situação a favor de Palmiro.
Mas, ouvindo William falar daquele jeito, parecia que ele era um tremendo de um canalha.
— Desculpe, Deise, a verdade é que eu...
— Se não tem mais nada a dizer, pare de desperdiçar o meu tempo para ir ao Cartório.
Após dizer isso friamente, Deise se virou, puxou William pela manga da camisa, e os dois voltaram para o carro.
Leonardo ficou ali, de mãos atadas, assistindo Deise e William irem embora.
Eles não estavam de mãos dadas, ela apenas o segurava pela manga, mas, por algum motivo, a cena parecia carregar uma intimidade inegável.
Em frente ao Cartório.
William estacionou o carro e ofereceu gentilmente a Deise:
— Precisa que eu entre com você?
Deise virou a cabeça e o encarou.
Ela conseguia ver que William queria ir com ela.
Não era porque William quisesse provocar ou demonstrar poder para Palmiro.
Era porque ele temia que Palmiro pudesse tratá-la mal.
Deise deu um sorriso suave e balançou a cabeça.
— Não precisa, você pode me esperar aqui no carro.
Ela agradecia de coração a intenção de William.
Mas o divórcio era um assunto apenas entre ela e Palmiro.
Foi ela mesma quem havia iniciado aquela batalha.
E ela queria terminá-la sozinha.
— Tudo bem.
A resposta de William foi serena, sem acrescentar sequer uma palavra extra.
Deise sentiu uma leve surpresa, mas ao pensar melhor, percebeu que aquilo combinava perfeitamente com a personalidade dele.

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