De repente, Deise apertou a própria barriga e começou a gritar de dor.
— O que foi, Diretora Paiva?
O Dr. Costa, vendo as feições de Deise contorcidas pela dor, não pôde deixar de ficar preocupado.
— Minha barriga está doendo muito... talvez... eu tenha comido algo estragado ou gelado no avião...
Deise fez o máximo possível para que o seu teatro de dor parecesse genuíno.
— E-e o que fazemos agora?
Era a primeira vez que o Dr. Costa se deparava com esse tipo de situação, e ele estava completamente sem saber o que fazer.
— Ei, com licença, tem algum banheiro por aqui perto?
— No meio do nada? De onde ia surgir um banheiro?
— Então... eu não... não vou conseguir segurar muito tempo...
Deise segurava a barriga com uma das mãos, enquanto batia na porta do carro com a outra; claramente em desespero absoluto, sem conseguir se conter.
Danilo lançou um olhar pelo espelho retrovisor para Deise, que estava sentada no banco de trás, e seu rosto escureceu ligeiramente.
Em seguida, ele lentamente encostou a van no acostamento.
— Obrigada! Desculpe dar tanto trabalho a vocês...
Deise dizia isso enquanto curvava as costas, descendo do carro com visível dificuldade.
— Vá atrás dela.
Deise escutou Danilo dizendo isso para um dos homens na van, o seu tom de voz exalava a aura de quem dá as ordens.
Deise virou a cabeça de imediato, revelando uma expressão embaraçada.
— Ahn... Eu vou fazer as minhas necessidades, e ele é um homem...
— É muito fácil se perder por aqui. Você não conhece o lugar, e, já que o céu está tão escuro agora, seria mais seguro ele ir com você.
Observando o sorriso cínico de Danilo, Deise soube que ele a faria ser vigiada de qualquer maneira.
— Tudo bem, então...
Fingindo a dor de estômago, Deise caminhou para as profundezas do bosque até encontrar uma árvore com tronco bem espesso.
— Eu vou me aliviar por aqui! Por favor, fique um pouco mais distante, afinal de contas, eu sou uma mulher...

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