— O que foi? Seu pai disse alguma coisa?
William, notando a aflição no olhar de Deise, aproximou-se e tirou o próprio paletó, colocando-o sobre os ombros dela.
— Eu não estou com frio...
Embora dissesse isso, Deise não devolveu a peça de roupa para William.
Ela ergueu o rosto, fitando os olhos de William, que eram tão profundos quanto o céu noturno.
— O meu pai disse que... quando ele receber alta, quer jantar com os seus pais...
Enquanto proferia aquelas palavras, Deise manteve o olhar fixo nos olhos dele.
De forma bastante evidente, um relance de hesitação e conflito atravessou o olhar de William.
Se Deise estivesse minimamente distraída, facilmente teria deixado passar aquela súbita oscilação de emoções.
— Tudo bem.
A concordância de William foi direta, dissipando um pouco da ansiedade que pairava sobre o coração da moça.
Já que William concordara que as duas famílias jantassem juntas após a alta de seu pai, não significava que a origem familiar dele também não tinha problemas?
Deise soltou um longo suspiro de alívio.
Naquele exato momento, os celulares dela e de William tocaram simultaneamente.
Para William, era uma ligação de Adam Branco.
Para Deise, o identificador de chamadas exibia o nome de Fagner Sequeira.
Os dois atenderam quase no mesmo instante e, em uma sincronia silenciosa, viraram de costas um para o outro, caminhando em direções opostas.
— Irmão, deu ruim!
O tom alto de Adam fez o ouvido de William doer.
— O que foi dessa vez?
Na percepção de William, Adam seria capaz de dar aquele mesmo grito de desespero até se faltasse água no bebedouro do escritório.


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