Deise abriu a boca, mas o nome de Marcelo não chegou aos lábios; ela o engoliu de volta.
— É um presentinho que um amigo me deu. Achei tão fofo que acabei colocando aqui.
— Hum...
William não insistiu em fazer perguntas.
Se ela não queria ou não achava necessário lhe dizer o nome da pessoa, continuar investigando só serviria para deixá-la constrangida de propósito.
William a levou de volta à Saúde Paiva Ltda. Ele passou a tarde inteira ali, ajudando-a a analisar as métricas de pesquisa.
Perto do final do expediente, Deise recebeu uma ligação repentina do pai.
— Reservei uma sala privada no Restaurante Luxo para hoje à noite. Venha para cá logo que sair do trabalho. E se vista bem.
Sem dar espaço para resposta, Rafael desligou.
Embora já tivesse acontecido de ele chamá-la para jantares de última hora no passado, era a primeira vez que Rafael lhe dizia expressamente para se vestir bem.
— O que houve?
Ao vê-la com as sobrancelhas franzidas e olhar intrigado, William perguntou, curioso.
— Nada demais. É só que meu pai me chamou para um jantar hoje... Desculpe, não vou poder jantar em casa com você hoje.
Ao ouvir isso, um brilho de decepção passou pelos olhos dele.
Mas ele nunca tentava impedi-la de cumprir seus compromissos sociais.
Especialmente agora que ela era a CEO da Saúde Paiva Ltda. O número de reuniões e eventos seria cada vez maior.
— Não faço ideia de quem seja o figurão da vez. Meu pai até me disse para ir bem arrumada.
Ao vê-la dar de ombros com um sorriso, William pegou o celular discretamente e mandou uma mensagem pelo WhatsApp para Joarez.
Meia hora depois, bateram à porta do escritório dela.
Quem entrou foi sua assistente, carregando três capas protetoras de roupas.
Deise piscou, completamente perdida.
— O que você tem aí?
— Diretora Paiva, são os vestidos enviados para a senhora pela boutique feminina AQ.
— ...Hã?
Ela ficou ainda mais confusa.
Refletido nos olhos sombrios de William, era deslumbrante como o sol.
— Você é mesmo muito possessivo, a ponto de querer que eu vista a roupa que você me deu quando for aparecer diante dos outros.
Ouvindo aquelas palavras, o homem levantou o braço e a puxou contra o peito num abraço.
— E isso te assusta?
— Me assusta o quê?
— Assusta o fato de eu ser possessivo demais...
O tom de voz de William era gentil ao extremo. Contudo...
Aquele olhar fixo com que a observava lembrava um poço profundo, afogando-a e tirando-lhe o ar.
Deise conseguia ver que ele estava se controlando.
Por amá-la com tanta sinceridade, ele refreava o forte instinto de dominância que sentia.
Os dois ficaram assim, abraçados no escritório, como se o tempo estivesse congelado.
Como ela não lhe dera nenhuma resposta, ele fez a própria leitura da situação...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Divorciei-Me e Casei com o Homem Mais Rico