— Sim, sim... Compreendido.
Após desligar o telefone, a recepcionista iniciou os procedimentos de check-in imediatamente e, em seguida, estendeu um cartão novinho em folha para Marcelo.
— Sr. Soares, este é o cartão da Suíte Estelar Suprema que o Diretor Sequeira providenciou para o senhor. Por favor, guarde-o com cuidado.
Ao ouvir as palavras da recepcionista, os olhos de Marcelo se esbugalharam tanto quanto os de Sara.
— Loucura... isso é uma loucura, você perdeu o juízo completamente!
Sara apontou o dedo, indignada, para a recepcionista que entregava a chave a Marcelo.
A recepcionista lançou um olhar cortante para Sara, transbordando desdém.
Os cochichos ao redor começaram a se multiplicar rapidamente.
Marcelo pegou o cartão de forma mecânica, completamente atordoado.
Aquele cartão era, de fato, idêntico ao de Deise, exceto pelo número do quarto.
Então...
Que tipo de mérito ou talento ele possuía para se hospedar em aposentos tão suntuosos?
E o mais importante...
Como Deise havia conseguido aquilo?
Marcelo abriu a boca, pronto para questionar Deise, quando, de repente, um grupo de pessoas adentrou o saguão.
Aqueles homens, só pela postura implacável, claramente não traziam boas intenções.
— É o pessoal do Grupo Sequeira...
— Aquele é o Sr. Leme...
— É o próprio Sr. Leme, de fato!
Entre os curiosos, muitos reconheceram de imediato o grupo que acabara de invadir o ambiente.
O homem que liderava a comitiva vestia um terno impecável e exalava uma presença muito mais imponente do que os subordinados que o seguiam.
Ele não tinha uma fisionomia ameaçadora, muito pelo contrário, suas feições eram limpas e refinadas, mas a sua expressão era de uma seriedade absoluta.

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