O semblante de Loui mudou imediatamente. Que tipo de piada sem graça era aquela? A mãe dele tinha morrido há tempos! Ele apertou os lábios e Emma viu como a expressão dele estava ficando mais e mais fechada.
— Senhora, desculpe, mas acho que houve um engano. — Emma disse, enquanto Loui apenas olhava para um ponto ao lado do aparelho, claramente segurando as emoções.
— Não, não é engano. E eu posso provar. Por que não vêm até mim?
E ela passou o endereço.
Loui desligou sem dizer nada, enquanto a mulher ainda falava alguma coisa que ele não conseguiu prestar atenção. Ele apertou os dedos em punho, mais do que irritado, e se levantou. Emma apenas o observou murmurando alguma coisa e indo para o banheiro. Ele fechou a porta um pouco mais forte do que o habitual.
Emma olhou para o aparelho, em cima da mesinha de centro e suspirou. Por que alguém faria uma brincadeira daquelas com ele? Loui não tinha ofendido ninguém.
“Exceto os Mullen. Será que o pai de Alysha resolveu ser mais filho da mãe ainda e armar isso? Que crueldade!”
E ela não conseguia pensar em outra explicação, porque aquelas pessoas de antes, as que interceptaram o carro quando estavam indo até o juiz, não podiam ser atores pagos pelo pai de Loui. O homem não tinha esse tipo de recurso!
Após esperar algum tempo, Emma se levantou e foi até o banheiro e bateu ali.
— Loui? — Sem resposta. Ela esperou mais alguns momentos e, quando não houve nem mesmo um farfalhar de roupa lá dentro, Emma segurou a maçaneta. — Abre a porta. Ou eu vou entrar. De qualquer jeito! No três! Um… Dois… Três!
Ela girou a maçaneta e nada. Então, quando se preparava para forçar a porta — o que ela não conseguiria, definitivamente —, esta se abriu.
Os olhos de Loui estavam vermelhos e ela prendeu a respiração, abraçando-o em seguida.
— Loui…
Ele a abraçou de volta e chorou. Emma caminhou até a cama e eles se sentaram lá. Ela deixou que ele colocasse a tristeza toda para fora, acariciando as costas dele.
Depois de alguns minutos, Loui levantou a cabeça. Já não chorava, mas o rosto estava vermelho, bem como os olhos.
— Não fica assim. Essas pessoas não valem a pena. Querem te machucar.
Emma notou como até as orelhas de Loui estavam vermelhas e ela sorriu, passando as mãos pela cintura dele e olhando para cima.
— Estamos morando juntos, não? Você me pediu em casamento. Nós já fazemos tudo o que marido e mulher fazem…
Ele segurou o rosto dela com uma mão e a beijou docemente. Mas Emma não queria doçura, ela queria outra coisa. E ela conseguiu o que queria.
Duas horas depois, os dois estavam na cama, os lençóis bagunçados, eles nus. Emma sentou-se no colo de Loui e ele colocou as mãos nos quadris dela.
— Tenho que ir num coquetel, no fim de semana. Vai comigo? É de um desfile. Vou representando a René Laurant.
— Claro.
Por algum motivo, Loui sentiu uma inquietação.

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