— Senhorita Mullen. — Loui disse ao atender de maneira distante.
— Senhor Jarvis, preciso que me faça um favor.
— Do que se trata?
Ela suspirou do outro lado da linha.
— Preciso que fale com o seu chefe para que pare de nos atacar. — Ela colocou a mão nos cabelos. — Está nos causando muitos transtornos!
Loui levantou as sobrancelhas.
— Eu não mando no senhor Lancaster. Se ele está tomando uma decisão, ele tem motivos. Por que a senhorita mesma não liga para ele?
Alysha soltou uma risada.
— Ele se recusa a falar comigo. — Ela respondeu. — Entendo a frustração e irritação dele pelo que aconteceu, mas eu não tive culpa. Já assinei o pedido de divórcio!
— Seu pai arrumou confusão na empresa. Acredito que isso possa ter influenciado. Agora, eu preciso ir, senhorita, com licença. Ah, e não esqueça da audiência, amanhã. Obrigado.
Loui desligou o telefone. Ele não sabia que Damian vinha atacando os Mullen. Ainda que fossem gigantes em suas próprias áreas, Damian exercia mais influência, conhecia mais pessoas. Além disso, possuía negócios diversos com áreas distintas e que, se ele se retirasse como investidor ou colaborador, seria um real problemas para a outra parte.
Normalmente, Damian não “jogava sujo”, porém, quando ele achava que valia a pena, não tinha dó de quem caía. E se tivesse que colocar um império inteiro no chão, ele o faria.
Ao retornar para o escritório, pediu para falar com Damian e contou sobre a ligação.
— Não sou o único. Os Blackburn estão deixando os Mullen sem saída.
— Por quê? Quer dizer, depois que eu me divorciar de Alysha, não terei mais qualquer ligação com eles.
— Porque eles te desrespeitaram. Reginald Mullen foi o pior, mas Alysha não será poupada.
— É o que vamos garantir, Loui. Porque o juiz estava pretendendo negar, sabia disso?
— O… o quê?
— Exatamente. Ele ia negar. Mas, felizmente, temos os nossos “contatos” lá dentro e ele não teve a oportunidade. Entende o que isso significa? — Damian perguntou. — Seja o Reginaldo, ou a Alysha, a realidade é que você permaneceria preso aos Mullen.
— Eu sou um ninguém! Por que o pai dela iria querer alguém como eu como genro? Pai dos netos dele, quando poderia ter arrumado um casamento muito mais conveniente?
Damian sorriu de leve, os olhos afiados.
— Essa é uma excelente pergunta, Loui. Se Reginald precisasse da filha casada, ele mesmo ajudaria você a se divorciar quando não fosse mais necessário. Teria deixado isso claro.
Loui abriu a boca e não saiu nada. Ele só conseguia pensar em uma possibilidade.
— Ele sabia? — Loui perguntou. — Sobre a minha origem?

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