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Dominada pelo CEO romance Capítulo 2

Diana

Eu já sabia que era uma loucura estar ali.

Vendada, sem saber onde pisava direito, só confiando nos meus instintos... e num desejo tão forte que parecia queimar dentro do meu peito.

O ar era pesado de calor e cheiro de couro misturado com algo adocicado. Talvez baunilha. Talvez pecado.

Meus saltos batiam de leve no chão de madeira enquanto me guiavam por corredores que pareciam infinitos. Eu ouvia sussurros abafados ao longe, gemidos baixos... e um arrepio começou a subir pela minha espinha.

Eu era só pele e nervo.

Meu coração socava minhas costelas de tanto nervoso e tesão misturados.

Quando uma mão grande e firme tocou o meu ombro, eu quase soltei um grito.

Mas não podia.

Não devia.

Era parte do jogo.

Eu sabia as regras. E tinha aceitado todas.

Senti a respiração dele perto da minha orelha.

Quente. Densa.

Ele não falou nada — nem precisava. O cheiro dele, amadeirado e limpo, invadiu minhas narinas e fez meu corpo inteiro pulsar.

Uma corrente de calor escorreu entre minhas pernas só com aquele cheiro, com aquela presença que parecia preencher todo o maldito salão.

Ele me virou devagar, e antes que eu pudesse pensar, seus dedos roçaram a lateral do meu braço exposto.

Leves.

Quase brincando.

Eu estremeci que nem uma folha no vento.

O ambiente parecia conspirar pra me deixar maluca: luzes baixas, música instrumental lenta batendo de fundo, uma mistura de jazz e batidas sensuais.

O ar-condicionado assoprava um vento gelado, fazendo contraste com o calor que subia da minha pele.

Senti algo macio deslizar na ponta dos meus dedos... uma pena.

Ri baixinho, mas a risada morreu na garganta quando a pena passou devagarzinho pelo meu pescoço, pela curva do meu ombro, descendo... descendo... até a borda do meu vestido.

Minhas pernas amoleceram na hora.

A vontade de me jogar nos braços dele era gigante.

Mas eu sabia...

Eu precisava esperar.

Precisava sentir.

Precisava me render.

A primeira fisgada real veio quando ele passou os dedos firmes pela lateral da minha cintura, puxando o tecido do vestido como quem ameaça rasgar, mas sem pressa.

Senti minha pele esquentar sob a roupa.

Minha respiração já saía pesada, e eu nem sabia o nome dele.

Ou melhor... eu não queria saber.

Ali, agora, ele era só um corpo.

Uma presença.

Uma fome igualzinha à minha.

Quando a ponta dos seus dedos roçou minha virilha por cima do tecido, eu quase desabei.

Arrepios explodiram pela minha pele como fogos de artifício.

Ele estava brincando comigo.

E eu... eu estava gostando pra caralho disso.

Ele não dizia uma palavra.

E isso, de algum jeito, me deixava ainda mais molhada.

Só o toque. Só a respiração dele. Só a tensão deliciosa crescendo no ar como uma bomba prestes a explodir.

De repente, ele segurou meu rosto com uma mão firme — dedos ásperos, palma quente — e inclinou minha cabeça pra trás.

Meu pescoço ficou exposto, vulnerável... e eu senti cada gota de suor escorrendo pela minha nuca.

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