༺ Enzo Beltron ༻
Na biblioteca, observei meus irmãos com um sorriso discreto. A situação havia sido, no mínimo, divertida.
Dei uma risada baixa e caminhei até a mesa de bebidas, servindo-me de uma dose de uísque enquanto comentava:
— Realmente, vocês deixaram a garota constrangida com esses ataques predatórios.
Luca, que ainda estava ao lado de Pietro, respondeu:
— A culpa é deles. Estava aproveitando o momento. Estava tão bom e gostoso, e eles tinham que atrapalhar.
Pietro me lançou um olhar sarcástico.
— Esqueceu de que ela não é só sua?
Revirei os olhos e luca responde com um tom ligeiramente irritado.
— Não, Pietro. Mas pensei que poderia ter um momento de intimidade a sós com ela.
Domenico, que observava tudo com uma expressão séria, finalmente se pronunciou:
— Vocês estão indo com muita sede ao pote. Já falei que a primeira vez dela vai ser comigo.
Todos trocamos olhares e, sem muito entusiasmo, concordamos.
— Entendido — murmurei, tentando não soar contrariado.
Depois de um momento em silêncio, observei o reflexo do uísque no copo e comentei:
— Penso que, quando ela estiver com um de nós, os outros deveriam respeitar. Se ficarmos pressionando, vai acabar acontecendo como aconteceu com a Serena.
Domenico, assentindo, serviu-se de uma dose para ele também.
— Exatamente. Esse é o ponto. Serena se sentiu sufocada. Não podemos cometer o mesmo erro com Amara. Ela é uma garota dócil, fácil de lidar, e ainda é virgem. Não devemos forçar nada.
Pietro, concordando, cruzou os braços e lançou um olhar pensativo para mim.
— Precisamos ir devagar.
Luca, que parecia refletir sobre tudo, comentou com um tom mais leve:
— Então temos que achar uma forma de abordar isso melhor, sem colocar pressão. Não deve ser fácil para ela.
Respirei fundo, mantendo o tom firme.
— Concordo. Cada um precisa respeitar o tempo dela para que não se sinta acuada, como foi com a Serena. Ela precisa de espaço para se adaptar.
Domenico, agora parecendo mais decidido, concluiu:
— É isso mesmo. Por isso, essa semana, peço a paciência de vocês. Quero passar um tempo a mais com ela para, então, liberá-la para vocês, um de cada vez, com calma.
Assentimos, cientes de que, dessa vez, seria diferente. Eu queria ter Amara ao meu lado, mas sabia que, para isso, precisávamos ser cuidadosos.
Ela não era como as outras, e, se quiséssemos manter o controle, teríamos que nos ajustar ao ritmo dela.
Assim que terminamos de conversar, cada um voltou a suas funções, mas fiquei tentado. Precisava sentir os lábios da amara mais uma vez e, quando percebi, estava em frente ao quarto dela.
Bati na porta do quarto de Amara, sentindo uma necessidade crescente de estar perto dela. Quando ela abriu, a surpresa nos olhos dela era quase palpável. Ela me olhou por um instante, e foi como se o tempo tivesse parado.
— O que foi, Enzo? — Ela perguntou, com a voz um pouco trêmula. — Você está precisando de alguma coisa?
Entrei sem esperar resposta, trancando a porta atrás de mim. Ela se manteve parada, desconcertada, seus olhos ainda fixos em mim enquanto me aproximava com um sorriso malicioso.
— É que… eu não tive tempo de aproveitar mais um pouquinho — falei, em um tom baixo e provocador.
Ela deu um passo para trás, visivelmente nervosa, gaguejando um pouco:
— E-Enzo, acho que… é melhor não.
— Coisa de gente doida.
Ri, divertido, e então ela fez uma pergunta que me pegou de surpresa:
— Será que não vai chegar o momento em que vocês vão querer ter uma família? Uma mulher só?
Suspirei, a pergunta pairando no ar por um instante. Olhei em seus olhos e respondi, suavemente:
— Quando chegar a hora, saberemos o que fazer.
E, sem mais palavras, puxei-a para um beijo apaixonado, cheio de desejo. O calor entre nós cresceu, e notava que não seria fácil para ela resistir ao que está por vir.
Nosso beijo continuava intenso, os corpos se encaixando com uma urgência que parecia aumentar a cada segundo. Posso sentir o perfume dela, a suavidade de sua pele, tudo sobre ela me deixava completamente fora de controle.
Quando ela suspirou, tentando se afastar um pouco, percebi que seus lábios estavam ainda mais vermelhos, seu rosto corado. Ela tentava manter a compostura, mas estava tão entregue quanto eu.
— Enzo… — ela disse, a voz baixa, como se tivesse algo a mais a dizer. Mas antes que ela pudesse completar, a porta do quarto foi batida com força.
O som me fez parar imediatamente. Olhei para ela, confusa, seus olhos se arregalando de surpresa e algo mais, talvez medo.
— Enzo? — A voz de Domenico soou do outro lado, baixa e imponente. — Você está aí?
Eu me afastei rapidamente de Amara, meu corpo ainda pulsando com a intensidade do momento, e dei um passo em direção à porta, olhando para ela com um sorriso de lado, tentando esconder o quão surpreso estava também.
Amara, visivelmente desconcertada, se levantou e foi até a cama, suas mãos tremendo ligeiramente.
Me virei para ela, tentando tranquilizá-la com um olhar, e então voltei para a porta, abrindo um pouco para falar com Domenico.
— O que foi? — perguntei, tentando disfarçar a tensão no ar.
Domenico não respondeu imediatamente. Ele estava esperando algo, e, pela sua pausa, alguma coisa me dizia que ele sabia muito bem o que estava acontecendo aqui.
A pressão aumentou. O que Domênico iria dizer agora?

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