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Dominada Pelos Irmãos Beltron romance Capítulo 22

༺ Amara Wild ༻

O iate seguia cortando as águas tranquilas enquanto o céu começava atingir com as cores do entardecer. O som suave das ondas era como uma trilha sonora, tornando o ambiente ainda mais mágico.

Quando o jantar foi servido, fiquei surpresa ao encontrar uma mesa elegantemente preparada na área externa do iate. A luz de velas, refletindo no copo de cristal diante de mim, enquanto uma brisa fresca acariciava minha pele.

Domenico, sempre impecável, puxou a cadeira para que eu me sentasse antes de ocupar o lugar à minha frente. Ele serviu uma taça de vinho para cada um, levantando a dele com um sorriso.

— À nossa noite — brindou, com um olhar intenso que me fez esquecer momentaneamente do mundo ao nosso redor.

— À nossa noite — murmurei, erguendo a minha taça, ainda um pouco nervosa, mas fascinada com toda a atenção que ele me dava.

Os pratos começaram a chegar, cada um mais requintado que o outro. Um garçom colocou diante de mim algo que parecia saído diretamente de um documentário de vida marinha. Inclinei-me para observar melhor, franzindo o cenho.

— O que é isso? — perguntei, olhando para o prato com uma mistura de curiosidade e receio.

Domenico riu ao perceber minha expressão.

— Nunca viu um lagostim antes?

Balancei a cabeça, ainda estudando o pequeno crustáceo no meu prato.

— Não… e sinceramente, não, parece algo que se coma.

Ele riu ainda mais, a risada grave e calorosa, enquanto apoiava o cotovelo na mesa, observando-me com diversão.

— Admito que a aparência não é das melhores, mas acredite, a carne é deliciosa. Você vai gostar.

— Você tem certeza? — perguntei, ainda desconfiada. — Porque, olhando assim, parece mais uma coisa que deveria estar no fundo do mar, não no meu prato.

Ele sorriu, pegando um dos lagostins no prato dele e mostrando como descascar.

— Confie em mim. Vou ensinar você. — Ele me entregou um pedaço da carne suculenta, e, mesmo hesitante, acabei experimentando.

A textura era macia e o sabor levemente adocicado, surpreendendo-me.

— Uau… é realmente bom. — Fiquei um pouco constrangida por julgar o prato tão rapidamente.

— Eu disse — ele comentou, satisfeito, enquanto cortava mais um pedaço do lagostim para si. — Por isso é bom sempre experimentar coisas novas.

Sorri, sentindo-me cada vez mais à vontade. Domenico tem essa habilidade de transformar situações desconfortáveis em algo leve e até divertido.

O jantar continuou com conversas descontraídas, algumas risadas e mais um brinde sob o céu estrelado.

Depois do jantar, continuamos no convés, aproveitando a brisa fresca e a vista deslumbrante do horizonte noturno.

As luzes da costa já haviam sumido, e o céu estrelado refletia no mar calmo, criando um cenário quase irreal.

Domenico estava ao meu lado, silencioso, mas com aquele ar de confiança que parecia envolver tudo ao nosso redor.

Quando finalmente o iate começou a desacelerar, olhei ao longe e percebi estarmos nos aproximando de uma ilha.

Pequenos pontos de luz iluminavam o que parecia ser um pequeno vilarejo, cercado por uma densa vegetação.

— Que lugar é esse? — perguntei, intrigada, enquanto observava a paisagem se revelar lentamente.

Ele inclinou-se levemente para o meu lado, indicando com a mão.

— É uma pequena ilha particular, perto de Nova Jersey. Poucos conhecem, e menos ainda têm acesso. É um refúgio para quem busca tranquilidade.

Os funcionários do iate começaram a preparar nossa descida, e não pude evitar olhar fascinada para o local.

A praia era cercada por palmeiras e árvores altas, e ao fundo, notei uma construção charmosa, de aparência rústica, mas extremamente bem cuidada.

— É aqui que vamos ficar? — perguntei, enquanto descíamos a escada do iate, com minha pequena mala nas mãos.

A tensão no quarto parecia crescer a cada movimento de Domenico. Ele se aproximava de mim com um cuidado que fazia meu coração acelerar mais, mas não de medo, era algo novo, desconhecido, e isso fazia tudo parecer ainda mais intenso.

Seus lábios encontraram os meus novamente, suaves no início, porém logo mais firmes, e tentei relaxar. Contudo, meu nervosismo e evidente, e ele, percebendo, afastou-se levemente, levando os lábios ao meu ouvido e sussurrando com sua voz rouca:

— Fique calma, Amara. Prometo que vou ser muito carinhoso com você.

Somente dei um sorriso tímido, sem conseguir responder, antes dele voltar a me beijar. Domenico parecia determinado a fazer com que eu me sentisse segura, sua boca descendo para meu pescoço, enquanto suas mãos exploravam meu corpo com delicadeza por cima do tecido do meu vestido.

Quando seus dedos encontraram o zíper do meu vestido ele me virou de costas, ainda distribuindo beijos pelo meu pescoço e ombros, seus dedos deslizando habilmente para soltar o meu cabelo. Ele inalou o perfume de meus fios e murmurou com um sorriso quase satisfeito:

— Seus cabelos são tão cheirosos e macios…

Fechei os olhos, entregando-me à sensação de suas mãos e lábios. Logo senti uma das alças do meu vestido deslizar pelo meu ombro, depois a outra, e em um instante, o tecido caiu ao chão, deixando-me somente com o sutiã tomara que caia e a calcinha de renda.

Domenico deu um passo atrás, observando meu corpo com uma intensidade que fez minha pele formigar. Ele passou a língua pelos lábios e murmurou, com a voz carregada de desejo:

— Esse conjunto de lingerie no seu corpo… Porra, é perfeito. Você é linda, Amara. Seu corpo é maravilhoso.

Antes que pudesse responder, ele me ergueu com facilidade, como se eu não pesasse nada, e me beijou novamente, seus olhos azuis cravados nos meus. Seus olhos pareciam escurecer cada vez mais, não desviavam de mim, nem por um segundo.

Ele me deitou com cuidado sobre a cama, e meus olhos o seguiram enquanto ele se afastava para tirar a camisa. A maneira como ele fazia isso, devagar, revelando cada detalhe de seu peito definido, parecia intencional, e eu não conseguia desviar o olhar, mesmo que quisesse.

Domenico era um homem mais velho, mas não havia nada que diminuísse sua atração. Cada movimento carregado de confiança, e sua postura o fazia parecer ainda mais dominante.

Assim que começou a desabotoar a calça, percebi o volume evidente em sua cueca, e meu rosto corou. Ele abaixou o zíper devagar, deixando a peça cair antes de voltar a se aproximar.

Subiu na cama, posicionando-se sobre mim, e suas mãos seguraram meu rosto com cuidado, seus olhos fixos nos meus enquanto ele me beijava novamente. Entre os beijos, ele murmurou:

— Eu não via a hora de ficar assim com você, Amara. Estava contando os dias.

Sua confissão me pegou de surpresa, mas não havia tempo para pensar. Seus lábios voltaram aos meus, e eu sentia cada vez mais que não havia como recuar.

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