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Dominada Pelos Irmãos Beltron romance Capítulo 21

༺ Amara Wild ༻

No dia seguinte, parece que o tempo estava correndo contra mim. A manhã passou em um piscar de olhos, e quando percebi, já era tarde.

Estou no quarto, terminando de me arrumar para a viagem. Escolhi um vestido lilás de alcinha, simples, mas elegante, com um tecido leve que se ajustava ao meu corpo.

Ele tinha um decote discreto em formato de coração e a barra caía logo acima dos joelhos, esvoaçando suavemente a cada movimento.

Completei o visual com um coque perfeito, sem fios soltos, e uma maquiagem leve, realçando meus olhos e os lábios com um batom cor de pêssego.

Enquanto pegava meu perfume na penteadeira, ouvi uma batida na porta.

— Pode entrar. — Minha voz saiu calma, mas meu coração acelerou ao pensar que poderia ser ele.

Ao me virar, lá estava Domenico. Ele entrou no quarto com uma postura tranquila e confiante, vestindo roupas casuais, mas com um toque refinado que só ele sabia carregar.

Uma camisa de linho branca de mangas longas, ligeiramente dobradas nos punhos, com uma calça chino bege perfeitamente ajustada e mocassins de couro marrons.

O relógio em seu pulso reluzia sob a luz do quarto, completando o visual de um homem que sabia como carregar sua riqueza com elegância. Ele estava lindo, como sempre, e o sorriso no rosto só o deixava ainda mais charmoso.

— Já está pronta? — Ele perguntou, sua voz era grave e controlada. — Está na hora de irmos.

Assenti, colocando o perfume nos pulsos e no pescoço rapidamente.

— Sim, só estava terminando de passar o meu perfume. — Respondi, me virando para ele.

Ele deu alguns passos em minha direção e seus olhos percorreram meu corpo de cima a baixo, deixando-me levemente sem graça.

— Você está linda, Amara. — Disse ele, com um sorriso discreto e, ao mesmo tempo, intenso.

— Obrigada. — Murmurei, sentindo minhas bochechas esquentarem.

Assim que terminei de me arrumar, ele fez um gesto indicando a porta, e nós saímos juntos do quarto. Ao passar pelo corredor, os irmãos de Domenico estavam por ali.

Todos me lançaram olhares que variavam entre curiosidade e diversão, mas ninguém disse nada diretamente. Somente sorri de leve, tentando não deixar transparecer o desconforto.

— Até logo, pessoal. — Disse, enquanto passávamos por eles.

Enzo foi o primeiro a responder, com um sorriso provocador.

— Divirtam-se.

Fingi não notar o tom em sua voz, e Domenico, ao meu lado, nem se deu ao trabalho de responder. Apenas continuamos andando até o automóvel que nos esperava do lado de fora.

Ele abriu a porta para mim, um gesto cavalheiro que combinava perfeitamente com ele. Assim que entrei, ele deu a volta e assumiu o volante.

Enquanto o veículo começava a se mover, olhei pela janela, observando a casa sumir lentamente à distância.

A viagem havia começado, e com ela, meu coração parecia bater mais rápido a cada quilômetro percorrido.

Tenho ideia que momento marcaria o início de algo totalmente novo e desconhecido para mim.

Depois de algumas quadras, o carro parou em frente ao porto de Nova Jersey. Eu me inclinei ligeiramente para a frente, tentando entender o que estávamos fazendo ali.

Quando desci do automóvel, meu olhar foi atraído por um iate luxuoso atracado ao longe, com suas linhas modernas e acabamento reluzente que refletia o brilho suave do sol da tarde.

Antes que pudesse fazer qualquer pergunta, alguns funcionários se aproximaram, pegando minha bagagem e a de Domenico com eficiência.

Ele estava logo ao meu lado, e sinto sua mão firme deslizar pela minha cintura enquanto ele se inclinava, depositando um beijo em meu pescoço. Meu corpo inteiro reagiu ao seu toque inesperado.

— Vamos fazer uma pequena viagem para o outro lado da cidade. — Ele disse, com a voz baixa e rouca.

Olhei para ele, surpresa.

— Um pouco… — confessei, sentindo o calor subir para o meu rosto. — Não sei o que me aguarda.

O sorriso dele se alargou, e sua mão subiu suavemente pela lateral do meu braço, um toque que enviou uma onda de calor pela minha pele.

Ele inclinou o corpo para mais perto, me fazendo recuar até estar encostada contra o sofá, sem ter mais para onde ir.

— Não precisa ficar com medo. — Sua voz era baixa, quase um sussurro, enquanto seu olhar permanecia fixo no meu. — Não vou ser um animal com você.

Engoli em seco, sentindo a respiração acelerar.

— Não é isso… — respondi, quase num murmúrio. — É só que… é algo novo para mim.

Domenico soltou uma risada suave, quase como se estivesse achando graça da minha hesitação. Ele ergueu uma das mãos, segurando meu queixo com delicadeza, seus dedos quentes contra minha pele.

— Sempre temos que nos abrir para coisas novas, não acha? — Ele disse, suas palavras carregada de uma intensidade que me fez tremer.

Seus olhos encontraram os meus, fixos, penetrantes. Era como se ele pudesse ver cada pedaço de mim, dúvida, anseio. Não consegui evitar; me perdi em seu olhar.

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele se inclinou ainda mais, seus lábios encontrando os meus em um beijo que começou suave, mas se tornou intenso.

Era como se ele estivesse mostrando, com cada movimento, a confiança e o desejo que sentia.

Meu corpo respondeu instintivamente, meu coração batendo em um ritmo frenético enquanto minhas mãos, hesitantes, subiam até seus ombros.

Domenico interrompeu o beijo por um instante, apenas o suficiente para murmurar contra meus lábios:

— Viu como não é tão difícil?

Eu mal conseguia formular uma resposta. Antes que pudesse tentar, ele voltou a me beijar, e soube que essa noite seria diferente de tudo que já vivi antes.

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