— Patrícia.
Ao ouvir o nome da rival, Dalila se voltou na direção da voz e logo a encontrou.
Patrícia vestia um longo de cetim tomara que caia, perfeitamente ajustado ao corpo. O modelo elegante dispensava excessos. No pescoço, um colar com uma pedra azul preciosa se destacava, enquanto os longos cabelos cacheados caíam soltos pelas costas. A maquiagem marcante realçava ainda mais sua beleza.
Havia nela uma elegância serena e luminosa que atraía os olhares sem esforço.
Dalila a encarou, incapaz de disfarçar o desprezo e o ciúme.
"Como aquela mulher ainda tinha coragem de aparecer ali?"
Patrícia conversava com alguns convidados quando uma conhecida se aproximou.
— Patrícia, você precisava ter visto como a Dalila estava se insinuando para o Felipe agora há pouco. Ele nem deu bola para ela.
Patrícia e Dalila nunca haviam se suportado. Por isso, Patrícia quase não comparecia às recepções promovidas pela família Ferreira, embora a rivalidade entre as duas fosse uma questão estritamente pessoal.
O convite daquela noite fora enviado ao pai de Patrícia. No entanto, assim que soube que Felipe estaria presente, ela decidiu acompanhá-lo.
Ao perceber que Dalila a observava, Patrícia ergueu os olhos e sustentou seu olhar sem recuar.
Dalila fechou ainda mais a expressão, virou-se e se afastou.
— Onde está o Felipe?
Patrícia percorreu o salão com os olhos.
Quando ela chegara, Felipe havia acabado de sair dali.
— Um garçom derramou vinho nele sem querer. Depois disso, ninguém mais soube para onde ele foi.
Patrícia esboçou um sorriso frio.
"Que coincidência. Um acidente muito conveniente."
Depois de cumprimentar alguns convidados, Rafael se aproximou da filha. Os dois seguiram para um canto mais reservado.
— Pai, o que foi?
Rafael baixou a voz.
— Muita gente veio aqui hoje por causa do Felipe.
Ele não se opunha à ideia de a filha reconquistar Felipe.
Nos últimos anos, apresentara a Patrícia inúmeros pretendentes. Ela chegara a sair com alguns deles, mas nenhum relacionamento avançara.
No fundo, Rafael sabia que a filha nunca conseguira esquecer Felipe.
Agora que ele havia conquistado total independência, suas qualidades eram ainda mais evidentes. Jovem, talentoso, promissor e discreto em relação à vida amorosa, Felipe era o tipo de homem que qualquer pai gostaria de ter como genro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Eu decidi que, assim que abarem essas moedas que comprei, vou parar de ler esse romance, chato pra c@r@1ho...
A autora poderia mudar um pouco essa narrativa. Tatiane sempre fria e com poucas palavras. Henrique não consegue falar de sentimentos e enquanto isso a história da voltas e mais voltas e não sair do lugar......
Está na hora do Henrique se declarar né? Pelo amor de Dus que enrola. Eu nunca me casaria somente pela filha. Tem que ter sentimentos. Espero que no próximo capítulo Henrique se declare e deixe Tati abalada. Aí sim tudo pode mudar. Ela grávida e ele se declarando temos 2 pontos....
4 capítulos inteiros pra uma briga de garagem no prédio sem sentido entre Henrique e Leandro. O Autor está enchendo linguiça só pode !!!!!!...
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...
O autor parece uma pessoa perdida na floresta: gira.....gira..... E volta sempre ao ponto de partida....
Horrível a gente pagar caro pra ler um livro e ficar faltando tantas falas, eu teria que ter bola de cristal para adivinhar né...
Kd os novos capítulos?...
Ia ser tão top se tivesse uma sena quente dela e de Leandro e ele finalmente se declarasse pra ela. To chapando muito!...