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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1009

— Paty.

Rafael correu até a filha.

— O que aconteceu? Você se machucou?

Patrícia ergueu a mão para ajeitar os cabelos desalinhados.

— Estou bem, pai.

Ela lançou um breve olhar para Felipe, que continuava parado à porta, antes de voltar a encarar Dalila.

Visivelmente constrangido, Adriano se dirigiu aos funcionários em tom severo:

— O que aconteceu aqui?

Patrícia respondeu antes que qualquer um deles pudesse abrir a boca:

— O senhor está perguntando às pessoas erradas, Adriano. Pergunte à sua querida filha o que ela fez.

Dalila estremeceu e a fulminou com os olhos.

— Se eu não receber uma explicação hoje, isso não vai terminar aqui.

Adriano desviou a atenção para o homem caído no chão e franziu a testa.

Dalila se apressou em rebater:

— Você não sabe se comportar, vive se envolvendo com qualquer homem e agora quer colocar a culpa nos outros?

— Dalila!

A repreensão de Adriano ecoou pela sala.

Patrícia soltou uma risada carregada de desprezo.

— Vou deixar uma coisa bem clara. Eu nem cheguei a beber daquela taça. Só fingi porque queria descobrir que tipo de armação você estava preparando. E, no fim, vi que continua recorrendo aos mesmos truques baixos e vergonhosos de sempre. Não quer admitir? Tudo bem. Chamamos a polícia e deixamos que investiguem como você se juntou a esse desgraçado para acabar com a minha reputação.

Não era preciso dizer mais nada. Todos na sala compreenderam o que havia acontecido.

Rafael endureceu o tom.

— Então chamem a polícia.

Adriano interveio rapidamente:

— Rafael, vamos resolver isso com calma. Primeiro, mandarei apurar tudo. Prometo que Paty receberá uma explicação. Quanto aos recebíveis que discutimos anteriormente, ainda podemos continuar negociando.

A última frase não passava de um lembrete disfarçado.

A multa havia afetado de maneira considerável o fluxo de caixa do banco, e Rafael sabia exatamente o que Adriano estava insinuando.

Antes que ele respondesse, Felipe falou:

— Senhor Adriano, assuntos pessoais não devem ser misturados com negócios.

Patrícia foi atrás dele.

— No fim das contas, a culpa de tudo isso é sua. É melhor começar a pensar em como vai me compensar.

Felipe parou.

Patrícia arqueou uma sobrancelha.

— Dalila só armou tudo isso porque sente ciúmes da minha proximidade com você. Queria destruir minha reputação para fazer você me odiar de vez.

Felipe virou o rosto e a encarou sem dizer nada.

Sob aquele olhar profundo e indecifrável, Patrícia sentiu o coração se apertar. Sem saber por quê, perdeu parte da confiança. Tossiu duas vezes, desviou os olhos e tentou voltar atrás.

— Não precisa...

A voz baixa de Felipe a interrompeu:

— Como você quer que eu a compense?

Patrícia se surpreendeu.

Ao tornar a encará-lo, percebeu que Felipe não parecia tão contrariado quanto ela imaginara.

Ela cruzou os braços, ergueu ligeiramente o queixo e respondeu:

— Basta me levar para comer alguma coisa esta noite.

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