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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1017

Tatiane despertou com o celular tocando. Irritada, atendeu sem nem conseguir abrir os olhos direito.

— Alô!

Ao ouvir o tom impaciente, Felipe perguntou, quase se desculpando:

— Tati, você estava dormindo? Está se sentindo mal?

Já havia passado do horário em que ela costumava cochilar à tarde.

— O que foi?

— Nada de mais. Só queria saber como você tem passado.

— Se não tem mais nada, vou desligar.

A impaciência em sua voz era evidente.

Felipe concluiu que ela estava apenas irritada por ter sido acordada. Como não percebeu nada além disso, preferiu não insistir.

— Então descanse, Tati.

A ligação terminou.

Tatiane continuou deitada, de olhos fechados, mas o sono já havia ido embora.

Afastou as cobertas, levantou-se e foi ao banheiro lavar o rosto e se arrumar.

Naquela noite, recebeu uma ligação de Leandro.

A matriz realizaria a reunião geral periódica, e os responsáveis por todas as filiais precisariam comparecer a Nova Aurora para apresentar seus relatórios.

Isso significava que Tatiane teria de voltar à cidade.

Naturalmente, não pediria nenhum tratamento especial.

Depois de conversarem sobre o trabalho, Leandro encerrou a ligação sem mencionar qualquer outro assunto.

Tatiane reservou uma passagem para Nova Aurora dali a dois dias e avisou Bia sobre a viagem.

Na manhã seguinte, enquanto repassava algumas orientações à assistente, recebeu uma ligação da filha.

— O que foi, meu amor?

Do outro lado da linha, a voz embargada da menina surgiu entre soluços:

— Mamãe, a vovó disse que o bisavô quer me ver uma última vez. Eu não vou poder voltar para Nova Aurora com você.

O choro de Bia apertou o coração de Tatiane.

Ela queria consolá-la, mas não sabia o que dizer. Ao que tudo indicava, Alexandre realmente estava vivendo seus últimos dias.

O relógio de Bia possuía rastreamento, portanto não era estranho que a família Barbosa soubesse onde ela estava.

— Tudo bem. Vá primeiro e aproveite para passar um tempo com o seu bisavô.

Bia respondeu com um murmúrio entrecortado pelo choro.

Quando a ligação terminou, Tatiane permaneceu em silêncio por um longo tempo.

— Ainda não sei. Aviso com antecedência.

— Certo.

Depois do jantar, Tatiane tomou os remédios prescritos pelo médico no horário de sempre.

Em seguida, escolheu uma comédia para assistir. Os dois gatinhos se acomodaram tranquilamente ao seu lado.

Neide ficou para ver o filme com ela. Em uma das cenas, não conseguiu conter uma gargalhada. Porém, ao se virar, percebeu que Tatiane não esboçava sequer um sorriso.

A risada desapareceu no mesmo instante.

— Tati...

Tatiane olhou para ela e forçou um sorriso discreto.

— O que foi?

— Tem alguma coisa te preocupando?

— Só estou um pouco cansada por causa do trabalho. Vou descansar.

Neide respondeu depressa:

— Então vá tomar banho e durma cedo. Amanhã você ainda precisa pegar o avião.

— Está bem.

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