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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1036

Bia se adaptou à escola com uma facilidade impressionante. Até então, não tinha encontrado dificuldade em nenhuma matéria, e estudar continuava sendo algo leve e prazeroso para ela.

Tatiane e Henrique, por outro lado, seguiam sem se falar.

Nenhum dos dois procurava o outro. Era como se tivessem chegado, em silêncio, a um acordo que nunca precisou ser colocado em palavras.

Bia também não voltou a insistir para que Tatiane fosse morar com o pai. Não perguntou mais quando os dois iam se casar, nem quando poderia ser daminha no casamento.

A menina simplesmente continuou ao lado da mãe, tranquila, sem tocar novamente no assunto.

Tatiane, é claro, percebeu a mudança.

Queria perguntar o que tinha acontecido, entender o que se passava na cabeça da filha, mas nem sabia por onde começar. No fim, só conseguia redobrar os cuidados com Bia e passar com ela todo o tempo que podia.

Naquele dia, Felipe voltou para Nova Aurora.

À noite, apareceu na casa da família Oliveira carregando várias sacolas. Entre elas, havia presentes que tinha comprado especialmente para Bia e Theo.

Assim que o viu, Bia correu até ele, toda animada.

— Tio!

Felipe sorriu, se abaixou e a pegou no colo.

— A Bia tá mais alta de novo, hein?

— Tô mesmo!

Ele riu.

— E não foi só isso. Está ficando mais bonita a cada dia.

Bia realmente se parecia cada vez mais com Tatiane quando era pequena.

A menina abriu um sorriso satisfeito com o elogio.

Marcos se aproximou.

— Até que enfim resolveu dar as caras. Vive ocupado desse jeito... Daqui a pouco a gente nem vê mais você por aqui.

Felipe colocou Bia no chão e respondeu, um pouco sem jeito:

— Daqui pra frente, as coisas devem ficar mais tranquilas. Vou tentar vir mais vezes ver o senhor.

Marcos fez pouco caso.

— Pra que complicar? Volta logo a morar aqui.

Felipe ergueu os olhos quase por reflexo e olhou na direção de Mônica.

Não respondeu.

Mônica entrou no assunto antes que Marcos insistisse:

— Chega disso por enquanto. Vamos jantar primeiro.

— Tá bom, tá bom. Vamos comer.

Felipe passou os olhos discretamente pela sala, como se procurasse alguém, mas não perguntou nada.

Tatiane percebeu.

— A Paty teve um compromisso hoje. Não vem jantar.

As duas ainda conversaram por mais algum tempo.

Depois, Tatiane largou o celular, se levantou e foi ao banheiro.

Bia estava sentada no sofá, assistindo a um programa infantil sobre poesia e clássicos da literatura, quando se lembrou de que estava na hora de tomar o suplemento de cálcio.

Levantou-se e foi até o criado-mudo.

Como não encontrou o frasco em cima do móvel, abriu uma das gavetas.

Foi então que viu um pequeno saquinho vermelho.

Curiosa, pegou o saquinho, abriu e tirou de dentro um amuleto de proteção.

Ao desdobrá-lo, a primeira coisa que viu foi o nome do pai.

Tatiane acabava de sair do banheiro quando Bia correu até ela.

— Mamãe, o que é isso? Por que tem o nome do papai aqui?

Tatiane parou por um instante.

Depois pegou o amuleto da mão da filha.

— Não é nada. Bia, você já terminou de assistir ao desenho?

Sem saber como explicar aquilo, tentou mudar de assunto.

— Está na hora de eu tomar meu cálcio. Fui procurar e achei isso na gaveta da mamãe. O que é isso, mamãe?

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