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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1037

Por um instante, Tatiane não soube o que dizer.

Bia continuou olhando para ela, determinada. Dessa vez, não parecia disposta a aceitar uma mudança de assunto. Queria uma resposta.

Tatiane guardou o amuleto na mão, pegou a filha pela mão e a levou até o sofá.

— É um amuleto de proteção. Serve para proteger uma pessoa e mantê-la em segurança.

Os olhos de Bia se iluminaram.

— Então é para proteger o papai? É dele?

— O papai não precisa mais disso agora.

— Por quê?

— Porque agora ele já está bem. Está seguro.

Bia olhou novamente para o amuleto.

— Mas tem o nome do papai escrito nele. Por que a mamãe não entrega para ele?

Tatiane soltou um suspiro. Já não sabia mais como escapar daquela sequência de perguntas.

— Quando o papai estiver menos ocupado, a mamãe entrega.

Quando Bia encasquetava com alguma coisa, era difícil fazê-la esquecer.

A menina abriu um sorriso satisfeito.

— Tá bom!

Tatiane aproveitou para acrescentar:

— Mas, por enquanto, não conta nada para o papai, combinado?

Bia estreitou os olhos, toda animada.

— É porque vai ser uma surpresa?

Tatiane apenas sorriu, sem responder.

Bia soltou uma risadinha.

— Então eu não vou contar.

Tatiane foi até o criado-mudo do outro lado da cama, abriu a gaveta e pegou o frasco de suplemento de cálcio. Tirou dois comprimidos e entregou à filha.

Depois que Bia adormeceu, Tatiane ficou algum tempo sentada, olhando para o pequeno saquinho vermelho em suas mãos.

Talvez fosse melhor devolvê-lo ao santuário.

Afinal, de que adiantaria entregá-lo pessoalmente a Henrique agora e acabar deixando os dois numa situação constrangedora?

Abriu a gaveta e guardou o amuleto novamente.

Na manhã seguinte, logo depois de deixar Bia na escola, Tatiane recebeu uma ligação de Leandro.

Haveria um encontro acadêmico na Universidade de Nova Aurora, e ele queria saber se ela tinha interesse em assistir às palestras.

Embora ainda precisasse descansar e se recuperar em casa, sair um pouco sempre que se sentisse bem também não lhe faria mal.

Tatiane aceitou.

Passar o dia inteiro dentro de casa já estava começando a deixá-la entediada. Ela não aguentava mais ficar parada, mas bastava mencionar a possibilidade de voltar ao trabalho para saber exatamente qual seria a reação de Mônica.

Nem pensar.

Ao mesmo tempo, Tatiane não queria se afastar completamente da vida profissional nem dos estudos.

Se ainda não podia trabalhar, pelo menos podia manter a cabeça ocupada.

O evento começaria às duas da tarde daquele mesmo dia.

— Tá bom. Tchau, papai.

— Tchau, meu amor.

Henrique desligou.

O sorriso que ainda permanecia em seus lábios desapareceu aos poucos.

Apoiou uma das mãos sobre a mesa e começou a bater o indicador de leve contra o tampo, perdido em pensamentos.

Tatiane vinha se mantendo cada vez mais distante, como se tudo o que quisesse fosse colocar o máximo de espaço possível entre os dois.

Que tipo de surpresa uma mulher assim poderia estar preparando para ele?

Mas Bia não mentia.

Muito menos inventaria uma história dessas só para provocá-lo.

Henrique se levantou de repente.

Mal deu o primeiro passo e parou.

Ficou imóvel por alguns segundos.

Depois voltou para a cadeira e se sentou novamente.

O celular vibrou sobre a mesa.

Henrique pegou o aparelho e viu o nome na tela.

Permaneceu em silêncio por alguns segundos, até sentir a respiração voltar ao ritmo normal.

Então atendeu.

— Alô?

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