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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1047

Nadja entrelaçou os dedos discretamente antes de perguntar, tentando soar casual:

— Se duas pessoas quase não se conhecem e uma delas é mais fria, mais fechada... Como fazer para chamar a atenção dela sem parecer inconveniente?

A pergunta era indireta, mas Tatiane entendeu na mesma hora.

Nadja estava interessada em alguém.

À primeira vista, ela parecia o tipo de mulher reservada, criada de maneira mais tradicional. Mesmo apaixonada, dificilmente tomaria a iniciativa de forma aberta, muito menos insistiria.

Tatiane não conseguiu conter a curiosidade.

Que homem seria capaz de despertar o interesse de uma mulher como Nadja, bonita, talentosa e pertencente a uma família tão influente, a ponto de ela gostar dele em silêncio e nem saber como se aproximar?

Ainda assim, Tatiane não sabia bem o que dizer.

Quando se tratava de casamento e relacionamentos, sua própria vida estava longe de servir de exemplo. Não se considerava exatamente a pessoa mais indicada para dar conselhos amorosos.

— Uma mulher como você talvez nem precise fazer muita coisa. Se demonstrar um pouco de interesse quando estiver perto dele, pode ser que ele mesmo comece a perceber.

Nadja sorriu de leve.

Talvez também tivesse percebido que acabara se expondo mais do que pretendia. Limitou-se a murmurar um "hum" baixinho e não voltou ao assunto.

Pouco depois, Mônica retornou com Theo.

Como já estavam de saída, as três se despediram de Nadja e deixaram a galeria.

Por coincidência, assim que cruzaram a entrada, encontraram Iracema.

Ela estava acompanhada por uma senhora elegante que, pela semelhança entre as duas, provavelmente era sua mãe.

Iracema ergueu os olhos e encarou Tatiane por um instante.

Tatiane, porém, passou por ela sem sequer dirigir-lhe um olhar.

À tarde, elas ainda deram uma volta pelo shopping.

Quanto ao leilão, Tatiane acabou ligando para Tomás e pediu que ele fosse em seu lugar e arrematasse o conjunto de joias que ela havia escolhido.

Na hora da saída de Bia, Tatiane foi até a escola buscá-la.

Assim que chegou ao portão, deu de cara com Henrique. Ela parou de repente. Ele não tinha dito que também iria buscar Bia naquele dia.

Ao vê-la, Henrique caminhou direto até ela e parou à sua frente.

— Eu vou buscar a Bia primeiro.

— Você vai levá-la para casa hoje? — Tatiane perguntou.

Em vez de responder, ele perguntou:

— O que você quer comer no jantar?

Tatiane ficou olhando para ele.

Aquela frieza sufocante dos últimos dias parecia ter desaparecido.

Leandro e Lourenço.

Tatiane se surpreendeu.

Até onde sabia, a Alvorada não mantinha nenhum projeto em parceria com a família Ramos.

Por outro lado, ela não acompanhava de perto todas as negociações estratégicas da empresa. Talvez houvesse algum assunto entre as duas partes do qual ainda não tivesse conhecimento.

Assim que a viu, Leandro manteve os olhos em Tatiane e caminhou direto até ela.

— Vieram jantar por aqui?

Tatiane assentiu.

— Você veio tratar de negócios com o senhor Lourenço?

— Sim.

Leandro continuou falando com ela com toda a naturalidade, como se Henrique, parado ao lado, nem estivesse ali.

Henrique então se voltou para Bia.

— Bia, vamos esperar ali enquanto sua mãe termina de conversar.

O tom dele continuou perfeitamente tranquilo.

Tatiane virou o rosto e olhou para ele.

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