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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1058

Naquela noite, Henrique levou Tatiane para jantar no Restaurante Mirante do Céu.

Durante o jantar, um espetáculo de fogos de artifício iluminou o céu por quase vinte minutos.

Tatiane assistiu em silêncio.

As cores se refletiam em seus olhos, mas sua expressão permaneceu serena, sem revelar o que sentia.

Henrique observou o perfil dela por alguns instantes antes de perguntar:

— Não gostou?

Tatiane desviou o olhar do céu e tornou a encará-lo.

Naquele instante, teve a sensação de que finalmente começava a entender Henrique de verdade.

Quando estava de bom humor e se importava com alguém, sabia ser atencioso, carinhoso e até absurdamente romântico.

Mas, quando deixava de amar, conseguia se tornar frio a ponto de fazer parecer que tudo o que vivera antes não significava nada.

Não importava a situação. Henrique sempre parecia ocupar uma posição de onde cabia apenas a ele decidir.

Tatiane já não queria mais viver à mercê dessas mudanças.

O último estrondo dos fogos se perdeu ao longe.

Só então ela respondeu, tranquila:

— Não é que eu não tenha gostado. Só acho que tudo isso não faz muito sentido.

Henrique ficou mais sério.

— Então o que eu teria que fazer para você achar que faz sentido?

Tatiane pegou a colher e balançou a cabeça de leve.

— Nem todo mundo precisa desse tipo de demonstração. Eu nunca quis nada grandioso. Só queria uma vida tranquila, estável.

— E você acha que eu não consigo te dar isso?

Tatiane abaixou os olhos, levou mais uma colherada à boca e só depois voltou a encará-lo.

— E se eu disser que acho?

Henrique sustentou o olhar dela.

Por alguns segundos, nenhum dos dois falou.

A leveza que ainda restava entre eles desapareceu pouco a pouco, dando lugar a um silêncio tenso.

Tatiane desviou os olhos e esboçou um sorriso quase imperceptível.

— Já terminei de comer...

Antes que concluísse, Henrique falou:

— A gente pode tentar.

Tatiane se surpreendeu e voltou a olhar para ele.

— Você acha que eu não consigo te dar a estabilidade que quer. Mas você também nunca teve certeza do que realmente queria. Então, desta vez, vamos parar de hesitar e tentar de verdade.

Tatiane não respondeu.

Henrique também não insistiu.

Quando chegaram à casa da família Oliveira, Mônica estranhou ao ver a filha entrar sozinha.

— Você voltou sozinha? Cadê a Bia?

— O Henrique levou a Bia para casa hoje.

No caminho, Henrique já havia ligado para Felipe.

Mônica observou o rosto da filha com atenção.

Tatiane parecia tranquila, mas ela não conseguiu evitar a preocupação.

Sempre que Henrique levava Bia para casa, Tati acabava ficando diferente depois. Por isso, Mônica não sabia se os dois tinham se desentendido outra vez.

Tatiane percebeu o olhar da mãe e sorriu.

— Mãe, eu estou bem. A Bia ainda tem aula particular em casa amanhã.

Ao perceber que a filha realmente parecia tranquila, Mônica relaxou.

Logo depois, porém, franziu a testa.

— A Bia ainda é tão pequena. O Henrique não está exigindo demais dela?

— Enquanto a Bia estiver bem com isso, a senhora não precisa se preocupar.

Até aquele momento, Bia lidava muito bem com a rotina.

Estudar nunca tinha sido um problema para ela.

Enquanto isso, Felipe levou Bia de volta ao Residencial Aurora.

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