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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1065

— Não deixe seu ciúme aparecer de forma tão óbvia. Não é de admirar que o Leandro nem olhe duas vezes para você. De que adianta ser bonita se não sabe se controlar?

As palavras atingiram Iracema em cheio.

Ela cerrou os dedos e baixou os olhos.

— Desculpe, senhor Henrique.

Henrique desviou o olhar.

— Posso colocar você no evento. Mas esta é sua última chance. Saiba aproveitá-la.

Só então Iracema sentiu a tensão no peito diminuir.

— Obrigada, senhor Henrique.

Henrique seguiu a passos largos em direção ao elevador.

Iracema permaneceu onde estava, acompanhando-o com os olhos até ele desaparecer.

De volta ao escritório, Henrique ouviu primeiro o relatório de Pedro. Em seguida, revisou os documentos, assinou o que precisava e deu as orientações necessárias.

Quando finalmente terminou de resolver tudo, pegou o celular e discou um número.

A ligação foi atendida rapidamente, e a voz grave de Lourenço soou do outro lado.

— O que foi?

Henrique foi direto ao ponto:

— Se tem alguma coisa contra mim, venha falar comigo diretamente.

Lourenço soltou uma risada baixa.

— E adiantaria alguma coisa procurar você? A pessoa com quem você mais se importa agora não é a Tatiane?

Henrique não se alterou.

Recostado na cadeira, perguntou com calma:

— O quê? Está me ameaçando?

— Nunca imaginei que você se importasse tanto assim com seu primo.

A voz de Henrique esfriou.

— Desde quando preciso explicar para você com quem me importo ou deixo de me importar? A Natália não gosta de você. De que adianta tentar forçá-la? Você nem sequer pode dar a ela um lugar de verdade ao seu lado. Para de agir como um obcecado e tenta ser uma pessoa normal. O que você devia fazer era cuidar do seu noivado com a senhorita Alícia.

Lourenço respondeu com ironia:

— Henrique, antes de dar lição de moral nos outros, olha primeiro para a própria situação. Porque eu, pelo menos, não consigo entender o que a Tatiane ainda poderia gostar em você.

Henrique retrucou sem hesitar:

— Ela não gosta de mim e, mesmo assim, teve uma filha comigo? Eu posso assumi-la diante de todo mundo, posso me casar com ela e dar a ela o lugar que merece ao meu lado. Você pode fazer o mesmo?

Do outro lado da linha, fez-se silêncio.

Foi então que a empregada se aproximou.

— Senhorita Tatiane, o senhor Henrique chegou.

Tatiane parou no meio de uma mordida.

Ao se virar, viu Henrique entrando sem a menor cerimônia, com a naturalidade de quem parecia considerar aquela casa também sua.

Ele foi direto até ela.

Tatiane continuou olhando para ele, sem reagir.

Henrique simplesmente estendeu a mão, pegou o pedaço de maçã que ela já havia mordido e o levou à boca.

Só então Tatiane voltou a si e franziu a testa.

— Por que você veio de novo?

Henrique ergueu a mão e passou o polegar suavemente entre as sobrancelhas dela, tentando desfazer a ruga que se formara ali.

Um leve sorriso apareceu em seus lábios.

— Franze menos a testa. Desse jeito, vai acabar cheia de rugas.

Tatiane afastou a mão dele com um tapa.

— O que você veio fazer aqui a esta hora?

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