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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1068

Marcos continuou de cara fechada.

Felipe disse:

— Pai, tia Mônica, vou acompanhar ele até lá fora.

Enquanto falava, deu um empurrão no ombro de Henrique.

Henrique lançou-lhe um olhar, ergueu a mão e bateu de leve no próprio ombro, como se estivesse tirando poeira da roupa. Depois, voltou-se para Marcos e Mônica, cumprimentou os dois com um breve aceno de cabeça e saiu.

Já do lado de fora, olhou para Felipe por cima do ombro, com um sorriso discreto nos lábios.

— O quê? Vai me levar até em casa?

Felipe revirou os olhos.

— Vai embora logo!

Em seguida, virou-se, entrou e fechou a porta.

Henrique soltou uma risada baixa, abriu a porta do carro e entrou.

Na manhã seguinte, às dez horas, teria início no Centro Internacional de Convenções o grande evento de promoção de investimentos, com duração de cinco dias.

Henrique acordou cedo e mandou uma mensagem para Tatiane, avisando sobre seus planos:

[Quando eu terminar tudo hoje, passo aí à noite.]

Ele já imaginava que ela provavelmente só leria a mensagem e não responderia, por isso nem ficou esperando.

No entanto, assim que entrou no carro, recebeu uma mensagem dela:

[Henrique, sobre essa história do professor, é melhor você parar de tomar decisões por conta própria.]

Na verdade, Tatiane já pretendia falar com ele sobre aquilo no dia anterior.

Henrique leu a mensagem e respondeu:

[Eu não fiz nada por conta própria.]

Tatiane não esperava que ele ainda tivesse coragem de negar com tamanha convicção.

Logo depois, chegou outra mensagem:

[Eu só dei uma oportunidade para a Iracema. Se ela vai conseguir alguma coisa ou não, depende dela.]

Tatiane soltou uma risada de irritação ao ler aquilo.

[Então, na sua cabeça, você não fez nada de errado? Ainda acha que fez uma boa ação?]

Henrique respondeu:

[Também não diria que foi uma boa ação.]

Tatiane franziu a testa para a tela, já sem nenhuma paciência.

[Com esse papo, você está tentando irritar quem?]

Henrique ficou algum tempo encarando o celular antes de finalmente responder:

[Eu só fico irritado de ver aquele cara inventando qualquer desculpa para aparecer na sua frente. Não é como se faltassem mulheres interessantes ao redor dele.]

[É melhor mesmo.]

Henrique não insistiu. Sabia que, quanto mais falasse, mais irritada ela ficaria.

Então mudou de assunto:

[Já deixou a Bia na escola?]

[Sim.]

[E o que você vai fazer em casa hoje?]

[O que mais eu poderia fazer em casa?]

[Então a gente podia ter mais dois filhos. Assim você não ficava entediada.]

Tatiane apertou o celular entre os dedos ao ler aquilo.

[Quem disse que eu quero ter filhos com você? Vai trabalhar direito! Acabou o assunto!]

Dessa vez, ela realmente não pretendia responder mais nada.

Henrique, é claro, só estava provocando.

Guardou o celular e voltou a olhar pela janela.

Antes do acidente em Nova York, sempre que os dois ficavam juntos, Henrique fazia questão de não tomar nenhuma precaução. Mesmo assim, por algum motivo, Tatiane nunca havia engravidado.

Ainda assim, vê-la de volta em casa de repente, passando os dias de folga sem ter muito o que fazer, era algo que simplesmente não combinava com ela.

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