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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1071

— Acabei de sair de um evento para atrair investidores.

Enquanto falava, Henrique apertou de leve a cintura dela, sem tirar a mão dali.

— Você engordou um pouquinho mesmo. Sua cintura já não está tão fininha quanto antes.

Tatiane se enrijeceu e afastou a mão dele de imediato.

— Se você gosta de cintura fina, o que não falta por aí é mulher com cintura fina.

Henrique sorriu de canto e ficou alguns segundos olhando para ela.

— E se eu só gostar de uma exatamente desse tamanho?

Tatiane lhe lançou um olhar gelado, mas não respondeu. Apenas voltou a empurrar o balanço devagar.

Theo, que acompanhava tudo com os olhos arregalados de curiosidade, chamou Henrique educadamente:

— Tio.

Tatiane parou por um instante.

Henrique soltou uma risada e se aproximou do menino. Apoiou uma das mãos na lateral do balanço e o corrigiu:

— Me chama de cunhado.

Tatiane franziu a testa.

— Henrique, você não tem um pingo de vergonha na cara?

Ele virou o rosto para ela.

— Precisa falar assim na frente de uma criança?

Tatiane ficou sem resposta.

Henrique continuou, como se estivesse sendo perfeitamente razoável:

— Está bem. Se cunhado não pode, então me chama de Rique. Melhor do que tio, não é?

Dessa vez, Tatiane não encontrou nada para rebater.

Theo ergueu a cabeça e repetiu, obediente:

— Rique.

Henrique olhou para ele e não conseguiu se conter. Estendeu a mão e apertou de leve uma de suas bochechas.

— Olha só... Esses olhos até lembram os da Bia quando ela era pequena.

Theo perguntou, intrigado:

— Por que o Theo parece com a Bia?

Apesar de ter acabado de completar dois anos, ele já falava com bastante clareza. E, à medida que começava a entender melhor o mundo ao redor, as perguntas pareciam se multiplicar.

Henrique ficou sem saber como explicar.

Era fácil dizer que uma sobrinha podia se parecer com o tio. O problema era explicar a uma criança de dois anos por que, naquele caso, o tio é que parecia com a sobrinha. Theo não entenderia nem metade da história.

Henrique apenas passou a mão pela cabeça dele.

— Porque a Bia é bonita. E, se o Theo parece com a Bia, então o Theo também é bonito.

A explicação pareceu mais do que suficiente para Theo, que abriu um sorriso satisfeito.

Henrique estendeu os braços.

— Quer vir no meu colo?

Tatiane olhou para a sacola antes de pegá-la.

— Então eu já vou.

Henrique não prolongou a visita. Ao passar por Mônica, fez um leve aceno de cabeça.

— Desculpe incomodar.

Era difícil imaginar que o mesmo homem que um dia demonstrara tanto desprezo por aquela família agora fosse capaz de tratá-los com tamanha educação.

Mesmo assim, por mais que sua postura tivesse mudado, Mônica ainda guardava ressentimentos. Seria impossível simplesmente esquecer tudo de uma hora para outra.

Theo, por outro lado, não tinha nenhuma dessas reservas. Acenou para Henrique com entusiasmo.

— Tchau, Rick!

Henrique ergueu a mão em resposta.

— Tchau.

Pouco depois, foi embora.

Mônica esperou Tatiane se aproximar e olhou para a sacola em suas mãos.

— O que ele trouxe?

— Uns doces.

Mônica soltou, em tom casual:

— Ultimamente ele anda bem atencioso, não é?

Naquele dia, Henrique buscou Bia mais cedo na escola e a levou primeiro para a empresa. Depois do jantar, seguiu com a menina para o hospital.

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