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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1084

Bastou uma olhada para Flávio perceber que Henrique estava completamente diferente do dia anterior.

Discretamente, lançou os olhos para Tatiane.

Pelo visto, o Vinícius tinha razão. O mau humor de Henrique nas últimas semanas realmente devia ter relação com problemas no casamento.

E, pelo que via agora, as coisas entre os dois pareciam ter melhorado um pouco.

Aproveitando a oportunidade, Flávio mencionou o que havia acontecido no dia anterior.

Henrique respondeu com cordialidade:

— Desculpe pelo que aconteceu ontem. Surgiram alguns imprevistos. Na segunda-feira, podemos conversar com calma. Vou pedir ao Pedro que entre em contato com o seu secretário para marcar um horário.

Flávio assentiu prontamente.

— Claro, claro. Sem problema nenhum.

Pela conversa dos dois, Tatiane não teve dificuldade para entender o que Henrique tinha feito no dia anterior.

Encerrado o assunto, Henrique segurou a mão dela e a levou dali.

Flávio ficou observando os dois se afastarem e só então soltou um suspiro de alívio.

Ao chegarem ao estacionamento, Henrique avistou os óculos escuros caídos no chão.

Virou-se para Tatiane.

— Quando chegar em casa hoje, lembra de avisar ao seu irmão que ele vai ter que me comprar outro.

Tatiane também olhou para os óculos.

— É só pegar do chão.

— Caiu no chão. Você acha mesmo que eu vou usar isso de novo? De qualquer jeito, ele vai ter que me pagar outro.

Tatiane lhe lançou um olhar de lado.

Quando Henrique resolvia implicar com alguma coisa, conseguia ser infantil de um jeito impressionante.

— Então cobra dele você mesmo.

Ao chegarem ao carro, Henrique abriu a porta para ela.

— Se você pedir, ele paga com certeza. Se eu for cobrar, aí já não garanto.

Tatiane entrou sem sequer se dar ao trabalho de responder àquela conversa sem graça.

Henrique soltou uma risada baixa, fechou a porta e contornou a frente do carro. Entrou pelo lado do motorista, ligou o motor e deixou o estacionamento.

— Aonde você quer ir?

— Não sei.

— O tempo está bom. Vamos só dirigir um pouco, então.

Henrique seguiu em direção aos arredores da cidade.

Logo a alcançou, segurou sua mão e deixou um sorriso aparecer.

— Dar a mão ainda pode, né?

Tatiane tentou soltá-la, mas ele não cedeu.

— Vamos.

Quando chegaram ao estábulo, um funcionário trouxe um cavalo preto, alto e robusto, de pelagem lustrosa.

O animal chamava atenção de imediato. Tinha uma postura imponente e altiva, e havia algo indomável no modo como observava tudo ao redor. Bastava uma olhada para perceber que não era um cavalo fácil de controlar.

Henrique se aproximou e acariciou sua cabeça.

Com ele, porém, o cavalo se mostrou surpreendentemente dócil e chegou a esfregar o focinho contra seu corpo.

A expressão de Henrique se suavizou.

— Desculpa. Faz muito tempo que não venho te ver.

Henrique conseguia até pedir desculpas a um cavalo. Só por aquilo, já dava para perceber o quanto gostava do animal.

Então se virou para Tatiane.

— Trovão me deu um trabalho danado. Levei um mês inteiro para domá-lo. Antes de mim, ninguém tinha conseguido fazer esse cara obedecer.

Tatiane não precisou ouvir mais nada para perceber o orgulho na voz dele.

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