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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1092

— Ainda não. Quando aparecer uma oportunidade melhor, vou conversar com ela com calma. — Respondeu Noemi.

— Hum.

— Que horas termina a aula da Bia?

Ceci também tinha ido até lá naquele dia para brincar com ela.

— Por volta das quatro e meia. Quando acabar, eu aviso o Emerson para buscá-la e trazer para cá.

— Está bem.

Noemi nunca fizera grandes exigências em relação a Ceci. Para ela, bastava que a filha crescesse feliz e tivesse uma vida tranquila.

Ainda assim, depois da conversa com Tatiane, começou a perceber que algumas coisas realmente valiam a pena ser ensinadas desde cedo, principalmente educação financeira e uma visão mais ampla do mundo.

Afinal, Ceci cresceria um dia e precisaria aprender a organizar a própria vida. Não poderia depender dos mais velhos para sempre.

Quanto mais Noemi pensava no assunto, mais sentido via nas palavras de Tatiane.

Decidiu que depois conversaria com o irmão. Queria proporcionar novas experiências à filha, ampliar os horizontes dela e, quem sabe, ajudá-la a desenvolver discernimento suficiente para não acabar nas mãos de algum canalha no futuro.

Claro, tudo também dependeria do interesse de Ceci.

Naquela noite, resolveram fazer um churrasco no quintal. Aproveitariam para consumir as lagostas, os abalones e os outros frutos do mar que ainda restavam em casa.

Por volta das quatro da tarde, Tatiane ligou para Henrique.

— Que horas termina a aula da Bia?

— Daqui a meia hora.

— Então vou pedir ao Emerson para buscá-la. A Ceci está aqui e veio brincar com ela.

— Está bem.

Tatiane murmurou em resposta.

Depois disso, nenhum dos dois disse mais nada.

O silêncio se prolongou por alguns segundos, até Tatiane falar:

— Então vou desligar.

Henrique continuou calado.

Ela encerrou a ligação logo em seguida.

Depois de colocar o celular de lado, ficou sentada no sofá, a cabeça baixa, absorta nos próprios pensamentos.

Patrícia apareceu carregando um prato com alguns petiscos que havia assado. Ao encontrar Tatiane parada ali, distraída, perguntou:

— Tati, o que foi?

Tatiane voltou a si e disfarçou o que quer que estivesse pensando.

— Nada.

Então reparou no prato nas mãos de Patrícia.

— Desde quando você sabe fazer essas coisas?

Patrícia riu.

— Quando estou sem nada para fazer, fico testando umas receitas em casa. Experimenta e me diz se ficou bom.

Tatiane pegou um dos biscoitos salgados e deu uma mordida.

— Ficou crocante, bem temperado e gostoso. Só passou um pouquinho do ponto.

Tatiane foi a primeira a falar:

— Amanhã de manhã eu levo a Bia para a escola.

Henrique nem chegou a responder.

Bia se antecipou:

— Mamãe, o papai pode jantar com a gente hoje? Ele nunca comeu na casa da vovó. Depois do jantar, a gente pode voltar para casa junto.

Tatiane se surpreendeu.

Baixou os olhos e encontrou a filha olhando para ela cheia de expectativa. Logo depois, Bia virou o rosto para Henrique, como se esperasse a aprovação dos dois.

Henrique permaneceu em silêncio.

Em vez de responder à filha, continuou olhando para Tatiane.

Era óbvio que ela não sabia como explicar aquela situação à menina.

Por fim, Henrique se abaixou diante de Bia.

— Hoje tem alguns amigos da mamãe lá dentro. Não é muito conveniente o papai entrar. Eu espero você aqui fora, está bem?

Bia ergueu o rosto para ele.

— Entra com a mamãe.

Henrique apenas a encarou em silêncio.

A menina fez um biquinho, claramente contrariada.

— Está bem...

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