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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1096

Tatiane saiu de casa de mãos dadas com Bia.

Henrique estava no carro, falando ao telefone. Assim que viu as duas se aproximarem, encerrou a ligação e desceu.

Tatiane levou Bia até ele e reparou numa pequena mancha de óleo na altura do peito da camisa.

— Me dá a bandeja. Vou levar para dentro primeiro.

Henrique olhou para ela, deu a volta no carro e abriu a porta do passageiro. A bandeja estava sobre o banco.

Quando ele a pegou, Tatiane baixou os olhos para os pratos. Não restara nada, nem mesmo no recipiente do ensopado.

Henrique entregou a bandeja a ela.

— Volta rápido, mamãe! — Pediu Bia.

Tatiane sorriu para a filha.

— Tá bom.

Então tornou a entrar em casa.

Na cozinha, deixou a bandeja sobre a bancada. Mônica apareceu logo em seguida.

— Tati.

Tatiane se virou.

— Mãe.

— Você volta amanhã?

— Volto.

Mônica assentiu.

— Então está bem.

E não perguntou mais nada.

Tatiane saiu novamente.

Henrique e Bia ainda a esperavam do lado de fora. Os dois brincavam juntos, e Bia, de repente, se agarrou à perna do pai, caindo na gargalhada.

Henrique se abaixou e segurou a menina antes que ela perdesse o equilíbrio. À luz do dia, a expressão sempre marcante parecia mais serena, suavizada pela ternura com que olhava para a filha.

Quando percebeu Tatiane se aproximando, disse a Bia:

— Pronto. A mamãe voltou.

Bia soltou a perna dele e se virou na mesma hora.

— Mamãe!

Tatiane chegou perto dos dois.

— Vamos?

— Vamos!

Os três entraram no carro e seguiram de volta para o Residencial Aurora.

Naquela noite, Bia dormiu no quarto principal e insistiu para que os pais ficassem com ela até pegar no sono.

Depois que a menina adormeceu, Tatiane continuou deitada ao lado dela. O cansaço acabou vencendo, e pouco depois ela também caiu no sono.

— Tati, preciso te pedir um favor.

— Claro. Pode falar.

— A Natália já está bem mais lúcida, mas não dá para continuar deixando ela no Porto Nobre. Eu também preciso voltar para a Nova Aurora por causa do trabalho. Queria que ela ficasse no Residencial Aurora.

Na casa de Henrique, Natália estaria muito mais segura. Lourenço jamais se atreveria a aparecer ali para levá-la à força.

— Quando vocês voltam?

— Devemos chegar por volta das seis da tarde. Vamos de trem.

Tatiane soltou um breve "hum".

Provavelmente Roberto escolhera o trem para evitar que Lourenço descobrisse seus planos.

— Tudo bem. Você já falou com a Nadja?

— Já.

— Certo.

Depois de desligar, Tatiane pensou em ligar para Henrique. Chegou a abrir a tela de chamadas, mas hesitou e tornou a guardar o celular.

"Melhor falar com ele ao meio-dia."

Ao chegar à casa da família Oliveira, contou a Mônica que Natália passaria a ficar no Residencial Aurora. Com isso, Tatiane também precisaria permanecer por lá.

Mônica comentou:

— Essa moça também não pode ficar lá para sempre. Se o Roberto realmente quiser ficar com ela, mais cedo ou mais tarde vai ter que conquistar a aprovação do irmão. Mas, convenhamos, aquele homem é controlador demais.

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