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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1101

Natália assentiu.

— Dormi bem.

— Que bom. Quer dar uma volta lá fora?

— Quero.

As duas saíram para caminhar pelo jardim. Depois de algum tempo, Tatiane resolveu tocar no assunto que vinha adiando.

— Senhorita Natália, posso te fazer algumas perguntas?

— Pode me chamar só de Natália. E pode perguntar o que quiser.

Tatiane sorriu.

— Então vou te chamar de Nati. Me diz uma coisa... O que você sente pelo Beto hoje?

Natália baixou a cabeça e entrelaçou os dedos, nervosa.

Ela já imaginava que Tatiane acabaria perguntando aquilo e até tentara se preparar para a conversa. Ainda assim, sentiu o rosto esquentar.

Levou alguns segundos até conseguir responder.

— O Beto é uma pessoa muito gentil. Muito boa mesmo.

Mordeu de leve o lábio, sem saber como continuar.

— Eu só tenho medo de acabar causando problemas para ele.

Tatiane ficou observando-a. Não era difícil perceber a culpa e a insegurança por trás daquelas palavras.

E aquela reação, por si só, já respondia muita coisa.

— O Beto é mesmo uma pessoa maravilhosa. E, se decidiu te ajudar, foi porque acredita que você merece essa ajuda. Tenho certeza de que ele não te vê como um problema.

Natália corou ainda mais, até as pontas das orelhas. Sem graça, mexeu nas mãos, sem saber muito bem como reagir.

Nem ela própria sabia o que pensar sobre tudo o que poderia acontecer dali em diante.

Tatiane apenas sorriu.

— Vamos sentar um pouco ali?

— Vamos.

As duas se acomodaram em um banco de frente para o lago. A manhã de início de outono estava fresca, e a brisa que atravessava o jardim tornava o ambiente ainda mais agradável.

Depois de alguns minutos, Tatiane comentou:

— Hoje duas pessoas vêm nos visitar. A esposa do primo do Beto e a cunhada dele.

Natália ficou tensa de imediato.

Virou-se para Tatiane, sem conseguir disfarçar o nervosismo.

Tatiane segurou sua mão.

— É só para vocês se conhecerem.

Mesmo com Tatiane ao lado, ainda parecia um pouco apreensiva.

Isadora lhe ofereceu um sorriso acolhedor.

— Oi, Natália. Sua irmã já tinha me falado de você. Finalmente estamos nos conhecendo pessoalmente.

A simpatia de Isadora deixou Natália um pouco mais à vontade, e parte da tensão que carregava desde a chegada das duas começou a desaparecer.

— Minha irmã também vem hoje.

Tatiane havia falado com Nadja no dia anterior. Como ela tinha alguns compromissos naquela manhã, tentaria resolver tudo o quanto antes para conseguir chegar a tempo do almoço.

— Melhor ainda.

Isadora sorriu.

— Vamos sentar-nos lá fora.

A sugestão foi de Tatiane.

Pouco depois, todas seguiram para o jardim, onde os funcionários já haviam preparado chá e alguns petiscos.

Isadora tomou a iniciativa de conversar com Natália e fez algumas perguntas sobre sua vida. Sempre que possível, puxava o assunto por Nadja, o que ajudou Natália a se soltar aos poucos e esquecer o desconforto inicial.

Tainá acompanhou a conversa por algum tempo antes de também demonstrar curiosidade.

— Natália, como você e o Beto se conheceram? Quando foi a primeira vez que vocês se viram?

— Naquela época, eu estava com um problema sério de visão. Minha irmã pediu ao Beto que cuidasse de mim por um tempo. Foi assim que a gente se conheceu. — Respondeu Natália.

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