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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1103

Roberto não aparecia na empresa havia algum tempo. Como vinha acompanhando de perto o andamento do projeto, uma pilha de trabalho se acumulara à sua espera.

Passara a manhã inteira ocupado e, àquela hora, ainda nem tinha conseguido almoçar.

O assistente conduziu Wellington até o escritório dele.

Roberto, porém, ainda estava reunido com a equipe de desenvolvimento, revisando e ajustando uma série de parâmetros.

Só conseguiu voltar ao escritório por volta das duas e meia da tarde. Ao encontrar Wellington ali, demonstrou surpresa.

— O que você está fazendo aqui?

— Já almoçou?

— Já.

Na verdade, Roberto só tinha engolido dois pães às pressas.

Wellington não perdeu tempo.

— Vim te perguntar uma coisa.

Roberto caminhou até o sofá e se sentou, esperando que ele continuasse.

— Então me explica. O que exatamente está acontecendo entre você e a Natália?

— Nada. Eu só quero que ela possa trabalhar e ter uma vida normal, como qualquer outra pessoa.

Wellington o observou com seriedade.

— Você gosta dela?

Roberto hesitou.

Manteve o olhar de Wellington por alguns segundos antes de desviá-lo.

— Eu também não sei.

A lembrança de Natália tocando violino sob a luz do sol surgiu em sua mente.

Era daquela forma que ela deveria viver: livre, radiante, cheia de vida.

Não presa, sufocada, reduzida pouco a pouco a alguém que já nem sabia mais o que significava escolher o próprio caminho.

Wellington perguntou:

— E se eu disser para você levar a Natália de volta para a família Ramos agora?

Roberto ergueu os olhos.

Dessa vez, permaneceu em silêncio.

Wellington continuou:

— Você pode protegê-la por algum tempo, mas não vai conseguir fazer isso para sempre. No fim das contas, ela ainda pertence à família Ramos.

— Enquanto eu puder protegê-la, vou proteger.

Roberto fez uma pausa antes de acrescentar:

— Tá.

Wellington não insistiu.

Virou-se e saiu do escritório.

Depois que ele foi embora, Roberto permaneceu sentado no sofá, com a cabeça baixa, perdido em seus próprios pensamentos.

Wellington entrou no carro e seguiu de volta para a empresa. No caminho, recebeu uma ligação de Tainá. Ela e Isadora já haviam deixado o Residencial Aurora.

Antes mesmo que Tainá pudesse começar a falar, Wellington perguntou:

— Você conheceu a Natália?

— Conheci. Ela é realmente muito bonita, mas, sinceramente, não vi nada além disso. Nem dá para comparar com a Nadja. Eu nem consigo entender como a família Ramos criou essa menina todos esses anos.

Wellington não comentou. Apenas deixou que ela continuasse.

— Pelo que entendi da Tati, ela quer aproximar a Natália do Beto. Mas, na minha opinião, ela não está à altura dele. Amor, você acha que a gente deveria contar isso para a sua mãe e para o resto da família?

— Por enquanto, não. Deixa os dois resolverem isso sozinhos.

Tainá se surpreendeu.

— Amor, como assim?

Wellington respondeu:

— Se o Beto realmente gostar da Natália, você acha mesmo que alguém vai conseguir impedir os dois de ficarem juntos?

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