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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1120

Iracema se aproximou e parou diante da mesa.

— Senhor Henrique.

Henrique ergueu os olhos para ela.

— O que veio fazer aqui?

— Vim por dois motivos. Primeiro, para agradecer. Segundo, porque preciso lhe contar uma coisa. Talvez o senhor ainda não saiba.

Algum tempo antes, depois de toda a confusão que explodira na internet, Leandro decidira processá-la, e até os negócios da família dela haviam sido afetados. Fora Henrique quem mandara alguém intervir e resolver a situação.

Iracema, por sua vez, já tinha decidido deixar o país naquele mesmo dia.

Ela fez uma breve pausa.

— Tatiane está grávida.

As pupilas de Henrique se contraíram.

A tensão tomou conta de seu rosto.

— Como você sabe?

A frieza em sua voz fez Iracema ter certeza de uma coisa.

Tatiane ainda não havia contado nada a Henrique.

Nesse caso, talvez nem ela própria soubesse ao certo quem era o pai da criança.

Só de pensar nisso, Iracema sentiu o desprezo crescer dentro de si.

Respirou discretamente antes de responder:

— Quando estive na Santa Vitória, encontrei Tatiane por acaso no hospital. Ouvi uma conversa dela com uma enfermeira e descobri que estava grávida. Pelo que entendi, a gestação ainda estava no início, então não sei exatamente quando aconteceu.

Henrique permaneceu em silêncio.

Seus olhos escuros eram indecifráveis. Nada em seu rosto entregava o que se passava por sua cabeça.

Depois de alguns segundos, ele disse:

— Saia.

Iracema ainda parecia ter algo a acrescentar, mas não se atreveu.

Apenas assentiu.

— Obrigada por tudo o que fez por mim, senhor Henrique. Espero que, daqui para frente, tudo corra bem para o senhor.

Ela se virou e deixou o escritório.

Henrique continuou recostado na cadeira.

Sua respiração estava mais pesada que o normal, mas, fora isso, permanecia imóvel. O rosto frio não revelava absolutamente nada.

Ao mesmo tempo, em uma propriedade isolada nas montanhas de uma cidade vizinha, a única estrada de acesso era mantida sob forte vigilância.

Nenhum veículo de fora tinha autorização para entrar.

Um carro preto se aproximou lentamente e foi parado diante do portão.

O vidro traseiro baixou.

— Me dê o celular.

Sua voz chegou claramente ao outro lado da linha.

Pelo tom, a pessoa pareceu reconhecê-la de imediato e mudou de postura.

— Senhorita Nadja.

O segurança entregou o aparelho sem demora.

Nadja o levou ao ouvido.

— Eu vou entrar agora. Se meu irmão perguntar alguma coisa, diga para falar diretamente comigo.

— Mas, senhorita Nadja...

Ela desligou antes que a pessoa terminasse.

Devolveu o celular ao segurança.

— Abra o portão.

Agora que sabia quem ela era, o homem se viu em uma situação ainda mais delicada.

Não tinha autorização expressa para deixá-la entrar e tampouco ousava tomar essa decisão sozinho. Por outro lado, também não queria ofender alguém da posição de Nadja.

Ela percebeu a hesitação.

— Vai abrir ou quer que eu passe com o carro por cima?

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