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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1149

O olhar de Henrique permaneceu no rosto de Tatiane.

Ela estava um pouco mais corada e parecia até ter ganhado algum peso. Já não tinha a aparência tão magra e abatida de antes.

Ele estendeu a mão e apertou de leve os dedos dela.

Nunca imaginara que um dia teria uma vida assim.

Durante muito tempo, casamento e filhos sequer haviam passado por sua cabeça.

Mas Bia mudara muita coisa dentro dele.

Foi com a filha que Henrique descobriu a alegria de ser pai e também o peso da responsabilidade que vinha junto.

Aos poucos, começara até a entender por que André gostava tanto de se gabar dos próprios filhos na frente dele.

E, claro, Henrique jamais admitiria ficar para trás.

Depois de quinze horas de voo, finalmente chegaram a Nova Aurora.

Ali, já eram nove da manhã.

Apesar de ter passado mais de dez horas dentro do avião, Tatiane não se sentia particularmente cansada.

A forma como Henrique cuidava dela, a atenção constante, a preocupação com sua saúde e com o bebê que carregava... era impossível não perceber tudo aquilo.

Assim que saíram do terminal, o carro que viera buscá-los já estava esperando.

Uma hora depois, chegaram à Residencial Aurora.

Naquele horário, Bia deveria estar na escola.

Mas havia faltado de propósito só para esperar a mãe voltar.

Natália estava com ela.

Assim que ouviu o movimento do lado de fora, Bia disparou em direção à porta.

— Bia, devagar.

Natália correu atrás e segurou a mão da menina antes que ela acabasse tropeçando.

As duas saíram da sala.

Foi então que Bia viu o pai ajudando a mãe a descer do carro.

— Mamãe!

A alegria explodiu em sua voz.

No instante em que viu a filha, o coração de Tatiane deu um salto.

Bia era ainda mais linda e adorável do que nos sonhos, muito mais do que nas fotos que Henrique havia mostrado no celular.

Aquela menina era sua filha.

Bia desceu os degraus correndo. Já estava prestes a se jogar nos braços da mãe quando Henrique a advertiu:

— Bia, cuidado para não esbarrar na mamãe.

A menina parou no meio do impulso.

Piscou os olhos grandes, sem entender de imediato. Um instante depois, lembrou-se.

— Tem um bebê na barriga da mamãe, não tem?

Henrique segurou sua mão.

— Tem. Vamos entrar primeiro.

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