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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1169

Só então Henrique voltou a falar do outro lado da linha:

— Estou aqui perto da Rua das Magnólias.

Tatiane se surpreendeu.

Naquele dia, a caminho da casa da família Oliveira, havia passado por aquela região. Não ficava muito longe da mansão do Jardim das Colinas.

Ela respirou fundo.

— Então venha para cá. Vou pedir que preparem alguma coisa para ajudar com a bebida.

Henrique respondeu com a maior naturalidade:

— Está bem.

Menos de vinte minutos depois, o carro parou diante do portão da mansão.

Henrique entrou na sala. Àquela hora, a casa já estava mergulhada em silêncio.

Ao ouvir passos na escada, ergueu os olhos.

Tatiane vinha descendo com um vestido longo rosa antigo, que deixava à mostra apenas os tornozelos finos. Nos pés, usava pantufas de coelhinho. Os cabelos compridos caíam soltos pelos ombros, e a luz quente da sala suavizava ainda mais seus traços delicados.

Mesmo à distância, Henrique quase podia sentir o perfume leve dela.

Foi em sua direção.

Tatiane o observou se aproximar.

Ele ainda usava o terno social cinza-claro da recepção, impecável e elegante, com a mesma postura firme de sempre.

Não parecia nem um pouco com alguém que estivesse tonto ou passando mal.

Ela parou no último degrau.

— Para quem disse que estava mal, você parece ótimo.

Henrique pegou a mão dela e sorriu.

— É porque você deixou eu vir. Fiquei de bom humor e a tontura passou um pouco.

Do jeito que falava, parecia mesmo acreditar que ela tinha algum tipo de poder sobrenatural.

A empregada apareceu trazendo uma xícara de chá preparado para aliviar os efeitos do álcool e a colocou sobre a mesa de centro.

— Pode ir descansar. — Disse Tatiane.

— Está bem.

A empregada deixou a sala.

Tatiane se sentou no sofá e olhou para Henrique.

— Beba logo.

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