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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1178

Noemi mastigou o pedaço de carne e só então percebeu que talvez tivesse se empolgado um pouco demais.

— Desculpa, Nadja. É que eu fiquei feliz. Ultimamente todo mundo anda tão ocupado, e eu sou a única que está com mais tempo livre. Fazia muito tempo que a gente não conseguia reunir as amigas assim.

Noemi e Nadja tinham praticamente a mesma idade. Nadja era apenas dois meses mais velha, mas havia nela uma maturidade que fazia parecer que a diferença entre as duas era bem maior.

Desde que tinham sido apresentadas, Noemi já começara a tratá-la com a intimidade de alguém próximo, e Nadja não parecia se incomodar.

Na verdade, ela também estava feliz.

Se não tivesse visto com os próprios olhos, dificilmente acreditaria que Noemi e Leandro eram irmãos de sangue. Os dois tinham personalidades tão diferentes que pareciam vir de mundos completamente distintos.

— Não precisa se desculpar. Eu é que quase nunca participo de encontros assim, com várias amigas reunidas, conversando e se divertindo. Se alguém tem que pedir desculpas, sou eu, que ainda não sei muito bem como agir.

Durante os anos em que a família Ramos viveu afastada de todos, Nadja praticamente não participara de festas nem de encontros sociais. Passava a maior parte do tempo mergulhada em suas criações e tinha quase sempre apenas Natália ao lado.

Por isso, aquele almoço despertava nela uma sensação difícil de explicar.

Era como se, depois de tempo demais vivendo no escuro, finalmente voltasse a enxergar a luz.

Ainda havia certo desconforto, uma inquietação que ela não conseguia ignorar.

Mesmo assim, queria se agarrar àquela sensação e não deixá-la escapar.

Noemi sorriu.

— Então pronto. A partir de hoje, somos todas suas amigas. Quando der, a gente pode se encontrar mais vezes. Depois de alguns encontros assim, você vai acabar se acostumando.

Patrícia concordou:

— A Noemi tem razão. A gente pode fazer isso mais vezes.

Nadja virou discretamente o rosto para Tatiane.

Tatiane sorriu e assentiu, encorajando-a.

Só então Nadja voltou a olhar para as outras.

— Está bem.

A conversa continuou na sala privativa e, a essa altura, Nadja já não demonstrava o constrangimento do início. Aos poucos, parecia cada vez mais à vontade.

Foi quando o celular de Tatiane vibrou.

Ela pegou o aparelho e viu o nome de Henrique na tela.

Atendeu:

— Oi.

A voz dele veio do outro lado da linha:

— Que horas vocês terminam? Eu passo aí para buscar você.

— O motorista pode me levar para casa. Não precisa vir até aqui só por isso.

— Já estou na rua. Posso passar aí no caminho e levar você para casa.

Tatiane perguntou:

— E que horas você termina o que está fazendo?

— Já estou quase acabando. Posso ir até aí e esperar do lado de fora.

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