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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1205

Tatiane usava um vestido longo de seda, com decote ombro a ombro, que deixava à mostra os ombros claros e delicados. O cabelo estava preso em um coque baixo e despojado, e ela não usava maquiagem.

Sentada de lado no sofá, com a barra do vestido ondulando suavemente ao sabor da brisa, deixava a luz do sol banhar seu corpo. Havia nela uma serenidade delicada, uma ternura maternal que se tornava mais evidente a cada dia.

Ela acabara de receber as fotos da viagem que Patrícia havia enviado.

Pelo rumo que as coisas estavam tomando entre Patrícia e Felipe, provavelmente não demoraria muito para os dois finalmente ficarem juntos de vez.

Tatiane ainda trocava mensagens com Patrícia quando sentiu uma coceguinha junto à orelha.

Logo depois, reconheceu o aroma amadeirado tão característico de Henrique.

— O que você está fazendo?

Tatiane tentou afastá-lo, mas Henrique já havia se sentado ao lado dela e passado os braços ao redor de sua cintura.

— Com quem você está falando para ficar tão concentrada assim?

— Meu irmão está viajando com a Paty.

— Isso é ótimo. Tomara que seu irmão finalmente crie um pouco de juízo. Mas, pensando bem, nem precisa. A Patrícia já tem aquele rato completamente nas patas.

Tatiane virou o rosto para encará-lo.

— Se meu irmão é o rato, então o que você é?

Um sorriso enviesado surgiu nos lábios de Henrique. A malícia em seu olhar deixou bem claro o rumo que seus pensamentos haviam tomado.

— O gato.

— Você está mais para raposa.

— Raposa também serve.

Ele se inclinou para o pescoço dela.

— E essa raposa está com vontade de carne.

Henrique respirou fundo junto à pele de Tatiane. Quando voltou a falar, sua voz saiu baixa e rouca, carregada de desejo.

— Amor... Você está tão cheirosa. Dá vontade de devorar você agora mesmo.

Tatiane tentou empurrá-lo, mas Henrique continuou avançando até não deixar espaço algum entre os dois.

— Você... Hum...

Ele tomou seus lábios em um beijo intenso, quente, sem lhe dar tempo sequer de terminar a frase.

No instante seguinte, Henrique a ergueu nos braços.

O desejo estampado em seus olhos já não podia ser escondido.

Mas, assim que se virou...

Deu de cara com Bia, que vinha se aproximando com algumas flores recém-colhidas nas mãos.

A menina olhou para o pai, depois para a mãe, piscou os olhos grandes e resmungou:

— Papai está agarrado na mamãe de novo! E vocês estavam se beijando outra vez. Eu vi!

Ultimamente, Bia praticamente via os pais se beijando todos os dias.

O papai estava mesmo grudado demais na mamãe.

Tatiane lançou um olhar fulminante para Henrique e apertou o braço dele com força.

— Você ainda não vai me colocar no chão?

Henrique, porém, não demonstrou a menor intenção de soltá-la. Em vez disso, voltou-se para Bia.

— Papai e mamãe precisam resolver uma coisa importante. Vai brincar um pouquinho, meu amor.

Bia fez uma carinha desconfiada.

— Mas vocês têm coisa importante para resolver toda hora...

Tatiane continuou beliscando o braço de Henrique, mas ele parecia nem sentir. Apenas sorriu e pediu ao mordomo que cuidasse bem da menina.

Depois, carregou Tatiane até o elevador e subiu direto para o quarto.

Depois do Ano-Novo, faltavam menos de quarenta dias para o Carnaval.

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