Depois do trabalho, Patrícia passou na mansão para visitar Tatiane e, como sempre, chegou cheia de coisas.
Tatiane suspirou, meio rindo:
— Vocês estão me tratando como se eu tivesse ficado gravemente doente.
— Do jeito que você está, não está muito longe disso. — Rebateu Patrícia na hora. — E Sérgio ainda inventa de te mandar para jantar com a Vértice. Quando Leandro voltar, vou reclamar pessoalmente.
Tatiane caiu na risada.
— Coitado do Sérgio, você está sendo injusta.
As três ficaram conversando por um bom tempo, depois desceram para brincar com as crianças.
Antes do jantar, Cristiano e Roberto chegaram.
Assim que viu Roberto, Patrícia atacou:
— Você janta aqui todo dia. Já começou a pagar pela comida?
Só então ela se lembrou do que Mônica tinha comentado e caiu a ficha de que ele morava por perto.
Roberto arqueou a sobrancelha, sem a menor vergonha.
— A Mô ficou com pena de mim. Que mané pagar alguma coisa?
Patrícia soltou uma risadinha debochada.
— Você realmente não tem a menor vergonha na cara.
Ele abriu um sorriso, todo satisfeito.
— E mesmo assim vocês continuam me recebendo aqui.
Mônica sorriu, doce como sempre.
— Claro. Um rapaz bonito, educado e charmoso como você sempre será bem-vindo.
Roberto abriu um sorriso satisfeito e lançou um olhar triunfante para Patrícia.
— Ouviu?
Patrícia virou-se para Mônica, rindo:
— Mô, não fica mimando. Senão ele piora.
O jantar foi especialmente animado naquela noite.
Marcos e Mônica estavam visivelmente felizes. Marcos até abriu uma garrafa especial da sua coleção.
Depois, Cristiano, Roberto, Patrícia e Noemi ficaram jogando cartas na sala. Tatiane ajudava Noemi, dando dicas.
Mônica e Marcos ficaram com as crianças.
Quando já estava tarde, Patrícia e Noemi começaram a se despedir.
Marcos e Mônica as acompanharam até a porta, pedindo que voltassem mais vezes.
Como Patrícia tinha bebido, chamou um motorista por aplicativo. Noemi e Ceci foram embora com o motorista da casa.
Mais tarde, já pronta para dormir, Tatiane recebeu uma mensagem de Noemi:
[Seu irmão tem namorada?]
Ela ficou surpresa, mas logo entendeu.
Naquela noite tinha sido a primeira vez que Noemi via Cristiano pessoalmente.
E, pensando bem… O jeito como ela olhava para ele não era exatamente neutro.
Cristiano tinha aquele tipo de beleza madura, segura. Traços marcantes, postura firme mas com uma forma calma de falar que transmitia confiança.
Era exatamente o tipo que atraía mulheres mais jovens.
E nunca faltaram pretendentes.
Teve até uma que apareceu na casa deles com presentes para Mônica, tentando conquistar pontos.
Não adiantou.
Cristiano recusou sem hesitar.
Até hoje, ainda apareciam pessoas tentando apresentá-lo a alguém.
Aos 33 anos, ele continuava solteiro.
Mônica queria vê-lo casado, claro, mas nunca pressionava.
Tatiane respondeu:
— Não. A Noemi acabou de falar com você, né?
— Falou… — Ele confirmou. — Ela vai dar trabalho.
Tatiane riu.
— Minha mãe adora casa cheia. E o bebê também vai gostar da companhia.
Eles ainda falaram um pouco sobre a parceria com a Vértice.
Antes de desligar, ele perguntou:
— Você tem tempo na sexta à tarde?
— Aconteceu alguma coisa?
— Tenho duas aulas, mas não vou conseguir voltar. O material já está pronto.
— Sem problema. Me manda os slides amanhã.
— Combinado.
No dia seguinte, Tatiane contou a novidade.
Mônica e Marcos adoraram.
Espaço não faltava e mais uma criança só deixaria a casa mais animada.
Mônica já pediu para prepararem um quarto.
Por volta das dez da manhã, Noemi e Ceci chegaram.
A menina ficou radiante.
Noemi também levou presentes para agradecer a hospitalidade: um colar de pérolas do Taiti para Mônica, equipamentos de pesca e café para Marcos, e um perfume para Cristiano.
Diante da insistência de Noemi, Mônica e Marcos acabaram aceitando os presentes.
Depois que as duas se acomodaram e almoçaram, Tatiane saiu para trabalhar. Já estava bem melhor naquele dia.
Ela foi até a empresa de mídia financeira para resolver algumas pendências.
Só não esperava dar de cara com alguém logo ao entrar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....
Falta o capítulo 763...
Kd o capítulo 763...
Está faltando o capítulo 763...
Desisto , 700 capítulos e a história nao muda... repetitiva, redundante, cansativa......
Mais de 600 capítulos e a personagem ainda remoendo dor, parece que é sadomasoquista, nem sinal afeto ou mesmo respeito entre os protagonistas. Acho que vou tentar outras leituras....
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....