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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 990

Bia perguntou quando ela voltaria.

— A mamãe está comprando roupas para você. Já estou indo para casa.

— Está bem.

Pelo visto, Henrique não havia ligado para Bia. Afinal, por pior que estivesse se sentindo, ele nunca descontava nada na filha.

Depois de terminarem as compras, Tatiane e Leandro deixaram o shopping.

Ele a levou de carro até o condomínio e subiu com ela.

— Tente descansar mais cedo hoje.

Tatiane assentiu.

— O senhor também, professor.

Quando entrou em casa, Noemi e Ceci ainda estavam lá.

— Você voltou.

Noemi se levantou.

— Mamãe!

Bia correu até Tatiane e abraçou sua cintura.

Tatiane acariciou os cabelos da filha.

— Eu ajudo a mamãe a carregar.

Bia estendeu as mãos para pegar algumas sacolas.

Tatiane então se dirigiu a Noemi:

— Comprei algumas roupas para a Ceci também. Depois veja se servem nela.

— Obrigada.

Pouco depois, Noemi subiu com Ceci.

Tatiane ajudou Bia a tomar banho e vestir o pijama. Já deitada, a menina rolava de um lado para o outro, fazendo manha e pedindo atenção.

Tatiane brincou com ela por algum tempo e permaneceu ao seu lado até que adormecesse.

Neide havia preparado um lanche reforçado especialmente para ela.

— Neide, pode ir descansar.

— Está bem.

Sozinha na sala, Tatiane comia um prato de macarrão com carne enquanto mexia no celular.

Além da ligação perdida, Henrique não havia enviado nenhuma outra mensagem.

Não era difícil imaginar que ele ainda estivesse remoendo o assunto.

Tatiane deixou o celular de lado e decidiu não pensar mais nele.

Mal havia levado a primeira garfada à boca quando a tela se acendeu. Era uma mensagem de Henrique:

Após uma breve pausa, ele perguntou:

— Você está escondendo alguma coisa de mim?

Tatiane se irritou na mesma hora.

— Henrique, entenda de uma vez por todas: nós já estamos divorciados. Eu não tenho mais nada a ver com você. Por acaso preciso prestar contas de tudo o que faço?

— Eu só fiz uma pergunta. Por que ficou tão alterada?

Tatiane apertou o celular com força. Realmente não deveria ter atendido.

— Não me ligue mais.

Depois de adverti-lo em tom severo, desligou sem lhe dar a chance de responder.

Assim que deixou o celular de lado, sentiu um leve incômodo no baixo-ventre. Jogou o aparelho sobre o sofá, recostou-se e fechou os olhos, respirando fundo para se acalmar.

— Miau.

Os dois gatinhos se esfregavam em seus pés. Tentaram subir no sofá, mas ainda eram pequenos demais e não conseguiram.

Tatiane abriu os olhos devagar, pegou os dois no colo e os colocou ao seu lado. Enquanto observava os bichinhos, sentiu a irritação diminuir aos poucos.

Depois, foi ao banheiro, escovou os dentes e se preparou para dormir.

Em seguida, voltou para o quarto e se deitou cedo ao lado de Bia.

Do outro lado da linha, Henrique continuava imóvel na mesma posição, ainda segurando o celular. Sua expressão também estava longe de ser boa.

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