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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 989

Tatiane seguiu Leandro até a entrada das salas.

Quando estavam prestes a passar pela conferência dos ingressos, ele lançou discretamente um olhar para um homem que acabara de entrar no cinema.

O sujeito permanecia parado, mantendo uma postura discreta e controlada. Bastava observá-lo por alguns segundos para perceber que havia recebido treinamento profissional.

Depois que Tatiane e Leandro entraram na sala, ele não os seguiu. Em vez disso, sentou-se na área de espera, pegou um folheto promocional qualquer e fingiu lê-lo.

O filme ainda não havia terminado quando Leandro saiu para ir ao banheiro.

Assim que entrou no saguão, o homem sentado no banco percebeu sua presença. Ergueu a cabeça, alerta, e viu Leandro caminhando diretamente em sua direção.

Levantou-se de imediato.

Leandro parou diante dele, sério. Seu olhar era frio e incisivo.

O homem manteve o corpo tenso, sem desviar os olhos.

— Diga ao Henrique que a Tati não é alguém que ele possa mandar vigiar. E é melhor você parar de segui-la também.

Depois do aviso, Leandro se virou e voltou para a sala.

O homem o observou se afastar, cada vez mais inquieto.

Após alguns instantes de hesitação, saiu do cinema, pegou o celular e ligou para Henrique.

Cada toque parecia apertar ainda mais seu peito.

Quando a chamada foi atendida, a voz de Henrique veio do outro lado:

— Alô.

— Senhor Henrique.

O homem decidiu dizer a verdade.

— Desculpe. O senhor Leandro me descobriu.

A voz de Henrique ficou mais grave.

— Eles estão juntos agora?

— Sim. Estão no cinema.

Depois dessa resposta, a linha mergulhou em silêncio.

Mesmo à distância, o homem sentiu uma pressão sufocante.

Henrique desligou.

Dentro da sala, Leandro acabara de voltar ao assento e perguntou a Tatiane o que havia perdido do filme.

Enquanto ela explicava em voz baixa, o celular vibrou dentro da bolsa.

Tatiane o pegou e, ao ver quem estava ligando, recusou a chamada sem hesitar. Em seguida, enviou uma mensagem:

[O que foi?]

Sem disposição para continuar aquela discussão, saiu da conversa, colocou o celular no silencioso e o guardou na bolsa.

Henrique havia conseguido estragar completamente seu bom humor.

Leandro virou o rosto para ela.

— O que Henrique disse?

Tatiane pegou a bebida, tomou um gole e respirou fundo, tentando se acalmar.

— Ele não bate bem da cabeça. Não precisa dar atenção.

— Bem a cara dele. Mesmo divorciado, ainda quer controlar tudo o que você faz.

Tatiane não respondeu.

Henrique nunca soubera considerar os sentimentos dos outros. Fazia o que queria e colocava a própria vontade acima de tudo.

Quando o filme terminou, já eram oito e meia da noite. Lá fora, o céu começava a escurecer, e o shopping ainda estava cheio.

Tatiane aproveitou para passar em uma loja infantil e comprou algumas roupas para Bia. Também escolheu algumas peças para Ceci.

Leandro a ajudou, dando sua opinião sobre as opções.

Na hora de pagar pelo celular, Tatiane viu uma chamada perdida de Henrique e outra de Bia.

Ela retornou a ligação da filha.

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