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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 30

— Patrícia.

A voz de Leandro soou mais pesada, mais dura do que antes.

— Pá!

O estalo seco do tapa ecoou pelo corredor. O som foi limpo, forte, inconfundível, não deixava dúvidas sobre a força aplicada.

Sem hesitar, Patrícia ergueu a mão e deu um tapa em si mesma.

Ela encarou Felipe, o olhar firme, sem um traço de recuo:

— Esse tapa é para compensar o da sua irmã. Se ainda não for suficiente, posso bater em mim de novo.

O rosto bonito de Felipe permaneceu impassível. Ele apenas se virou levemente na direção de Leandro:

— Sr. Leandro, vamos deixar por isso mesmo.

Em seguida, falou de forma breve e direta:

— Vamos.

Felipe lançou então um olhar para Henrique.

Henrique envolveu a cintura de Karine com o braço, pronto para sair com ela.

Nesse instante, Patrícia colocou a bolsa nas mãos de Tatiane e disse, com frieza:

— Você não disse que tinha algo para devolver à nossa princesa Karine?

Tatiane despertou do torpor. Pegou a bolsa, abriu-a e retirou a pérola australiana branca. Caminhou até Karine e disse, com a voz rigidamente controlada:

— Já que isso é lixo que a Srta. Karine não quer, não vejo por que eu deveria jogar fora no seu lugar. É melhor que a própria Srta. Karine se livre disso.

Karine a fitou com os olhos frios, sem qualquer intenção de estender a mão.

De repente, uma mão grande surgiu no meio.

Tatiane sentiu a própria palma enrijecer no mesmo instante.

No segundo seguinte, o homem pegou a pérola e a jogou diretamente dentro da lixeira.

Sem olhar para trás, Henrique segurou a mão de Karine e saiu em passos largos pelo corredor, levando-a consigo.

O silêncio que ficou para trás era pesado, denso, como se o ar ainda estivesse impregnado do frio que ele deixara ao passar.

Felipe lançou um breve olhar para Tatiane e, em seguida, desviou o olhar, sem dizer uma única palavra.

Tatiane permaneceu ali, com o braço ainda erguido, o corpo inteiro rígido, como se tivesse sido congelada no lugar.

Patrícia se aproximou e segurou Tatiane pelo braço:

— Tati…

Só então Tatiane abaixou a mão lentamente.

— Vamos voltar para o reservado. — Disse Leandro, em tom baixo.

De volta ao reservado, o clima já não era o mesmo.

Patrícia não conseguiu se conter e acabou perguntando:

Patrícia soltou uma risada fria. O desdém escorria pela voz, sem qualquer tentativa de disfarce:

— Homem não é recurso escasso, não. Tem aos montes por aí. Por que eles podem fazer o que quiserem, e a mulher tem que fingir que é certinha e comportada? A gente também tem o direito de escolher. Quer se envolver, quer viver. Ninguém tem o direito de apontar o dedo.

— Ei, olha o respeito. — Sérgio retrucou de imediato. — Tem dois homens sentados aqui. Essa indireta é pra quem?

Patrícia se animou de vez:

— Ué, falei alguma mentira? — Disse, virando-se para ele. — Sérgio, me diz aí… Você já está em qual número da namorada atual?

Ela fez as contas nos dedos, com toda a seriedade do mundo, e então abriu a mão:

— Uns quinhentos já, né?

Sérgio riu, incrédulo:

— Você está confundindo aliado com inimigo agora? Quinhentas? Por que não cinco mil logo? E outra: todas foram relacionamentos sérios, viu? Nunca fiquei enrolando uma aqui e outra ali.

— Dá no mesmo. — Patrícia bufou.

— Não dá nada. Está bem longe disso.

Ouvindo os dois trocarem farpas daquele jeito, Tatiane sentiu o peso no peito aliviar um pouco. Pelo menos, conseguia respirar melhor.

Depois de um instante, ela perguntou:

— Paty… O que aconteceu entre você e a Karine?

Pelo visto, o conflito entre elas era bem profundo… T tudo indicava que tinha relação com o irmão da Karine.

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