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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 945

— Falando assim, até parece que sou frágil demais.

Leandro riu baixo.

— Mesmo assim, é melhor se cuidar. Descanse por dois dias antes de retomar a rotina. Não precisa ter pressa. Ultimamente, também não há nada urgente para resolver em Santa Vitória.

Tatiane brincou:

— Então estou ganhando meu salário com facilidade até demais.

— Comparado ao valor que você trouxe para a Alvorada, esse tratamento é mais do que merecido.

Ela sorriu.

— É muito bom ter um chefe tão generoso.

— Já que encontrou um chefe tão bom, precisa saber valorizá-lo.

A voz grave e agradável de Leandro atravessou o telefone, carregada de uma provocação sutil, mas também de uma seriedade difícil de ignorar.

O coração de Tatiane tropeçou por um instante. Seus dedos apertaram um pouco mais o celular, embora sua voz permanecesse natural.

— Claro.

— Só de ouvir isso, já fico satisfeito.

Os dois ainda conversavam quando Felipe ligou.

Tatiane afastou o aparelho do ouvido, conferiu a tela e disse:

— Professor, preciso atender uma ligação.

— Tudo bem, Tchau.

Depois de se despedir de Leandro, ela atendeu o irmão.

— Alô.

— Já foi para Santa Vitória?

Tatiane soltou um breve som afirmativo.

Felipe continuou:

— Você deveria descansar direito e se recuperar por completo antes de voltar ao trabalho.

— Estou bem agora. Já descansei o suficiente.

Felipe apertou o celular.

Quanto mais calma e indiferente Tatiane parecia, mais inquieto ele ficava.

Ainda assim, sabia que, naquele momento, qualquer conselho seria inútil.

— Como está a Bia aí? — Tatiane perguntou.

Quanto mais Tatiane se esforçava para parecer bem, mais evidente ficava que havia reprimido todas as emoções e se fechado dentro de si.

Ela não conseguia compreender nem organizar o que sentia. Tudo continuava se deteriorando em silêncio.

Mal tinha forças para lidar com as próprias emoções, muito menos para se preocupar com os sentimentos de outras pessoas.

Tatiane ainda não havia se recuperado por completo e continuava atravessando um período delicado. Tudo o que acontecera naquele último mês a empurrara de volta ao ponto de partida.

Talvez, por dentro, estivesse ainda pior do que antes.

Por isso, só conseguia fugir, encolhendo-se em um espaço cada vez menor, tentando preservar o pouco de segurança que ainda lhe restava.

Felipe franziu a testa, tomado pela ansiedade.

— Então, o que devemos fazer?

— Daqui a dois dias, vou até aí. Quando a encontrar, veremos como ela realmente está.

— Está bem. Mantenha contato comigo. Vou tentar voltar o mais rápido possível.

— Certo.

Depois de desligar, Felipe permaneceu com a expressão carregada.

Pelo estado em que Henrique se encontrava, parecia que ele nem sequer havia pensado em ligar para Tati e perguntar como ela estava.

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