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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 824

Depois de ver Tatiane e Bia entrarem na mansão, Henrique foi embora.

Cristiano não estava em casa naquele dia. Segundo Mônica, ele tinha combinado de sair com Noemi.

— Hoje, finalmente, ele conseguiu arrumar um tempo. Só espero que ele resolva logo essa parte da vida dele.

Tatiane sorriu com delicadeza.

— Por mais ocupado que meu irmão seja, o importante é ele levar isso a sério. Ainda bem que a Noemi tem paciência. Deixa os dois irem no ritmo deles, mãe. Não coloca pressão.

— Eu sei, claro. Só comentei. Que as coisas aconteçam naturalmente, se tiverem que acontecer.

— É.

Na sala de estar, Marcos e Mônica conversavam com Tatiane.

Bia corria de um lado para o outro brincando com o tio Theo. Theo também já estava perto de completar dois anos. Andava pela sala ainda meio cambaleante, e o ambiente inteiro parecia ter sido tomado pelas risadas das crianças.

Durante o almoço, a babá entrou apressada.

— Senhor Marcos, dona Mônica, chegaram pessoas do fórum.

Todos se assustaram.

— Pessoas do fórum? Para quê? — Perguntou Mônica.

— Não sei. Parece que estão procurando o senhor Marcos.

Mônica e Tatiane olharam para Marcos.

Ele estava ainda mais perdido.

— Tati, você fica aqui com as crianças e continua comendo. Eu e seu pai vamos ver o que é.

Mas como Tatiane conseguiria ficar sentada?

Ela pediu que a babá cuidasse de Bia e Theo e saiu da sala de jantar com os pais.

Os oficiais de justiça aguardavam na sala de estar. Atrás deles havia agentes de execução, todos com uma postura rígida, como se tivessem vindo preparados para uma grande operação.

Marcos e Mônica ficaram paralisados. Um mau pressentimento surgiu na mesma hora, sobretudo em Marcos. Ainda assim, ele não fazia ideia do que estava acontecendo.

O agente à frente do grupo viu Marcos se aproximar e deu um passo adiante.

— O senhor é Marcos?

— Sou. O que o pessoal do fórum está fazendo na minha casa?

— Então essa assinatura aqui não é sua?

Marcos não tinha a menor lembrança de ter visto aquele documento. Muito menos de tê-lo assinado.

Tatiane deu um passo à frente. Diante da raiva de Mônica, ela parecia muito mais calma.

— Mãe, primeiro se acalma. Deixa eu ver.

Tatiane pegou os documentos das mãos de Mônica e começou a examiná-los com atenção.

Tratava-se da garantia de uma dívida de uma companhia aberta. Lendo com cuidado, ficava claro que tudo não passava de uma manobra: os valores tinham circulado de um lado para o outro e, no fim, a dívida inteira fora empurrada para o fiador.

A assinatura era mesmo de seu pai.

Mas era óbvio que Marcos havia caído numa armadilha. No fim, tinham escolhido justamente ele para carregar a culpa.

— Tati, o que está acontecendo afinal? — Perguntou Mônica, aflita.

— Armaram para o papai. Pai, pense bem. Quando exatamente o senhor assinou isso? — Respondeu Tatiane.

Marcos se apressou em responder, com a cabeça completamente confusa.

— Tati, eu nunca vi contrato de garantia nenhum. Mesmo que alguém tivesse me procurado para isso, eu teria recusado na hora.

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